
Lucie Brock-Broido Líquido vermelho Bombeado pelo braço É veneno ou é sangue? A cabeça vermelha do sino Caldeirão de luto. O jato de poesia, adoçado pelo tempo Dois corações de vidro vermelho brilhantes Batendo ao sol Eu os toco Sinto o cheiro do jacinto rosado. A própria natureza das coisas. A maldita essência das coisas Inferno Vermelho, Rosa Rubea Despertar Borgonha. O elixir vermelho cintilante que eu bebo Minha mente subitamente inundada De amor e raiva. As grandes ilusões da nossa época Não se contenham Há um espírito nas coisas Leoa, flamejante em vermelho. Uma bruxaria suspensa Canalizada Pela confusão Bênçãos vermelhas Beijos avermelhados Minha ode ao começo. O que você diria, se pudesse Você está na minha sala de estar. Ainda dormindo Volte para mim, Irmã Volte, Mãe Volte, eu disse, tristemente. O avião.
