
O governo do presidente colombiano Abelardo de la Espriella concedeu à procuradora-geral Luz Adriana Camargo um voto de silêncio absoluto, com mais de 80 denúncias de suposta corrupção cometidas pelo governo anterior. O “Livro da Verdade”, com 135 páginas, apresentado por De la Espriella, continha “o resultado do trabalho realizado sob a coordenação do vice-presidente José Manuel Restrepo durante as semanas de transição entre a eleição presidencial e 7 de agosto”, quando ele assumiu o cargo. De la Espriella suspendeu o processo de transição em 7 de julho, depois que Petro disse que se recusava a reconhecer o presidente como seu sucessor legítimo. Consequentemente, o livro contém principalmente críticas políticas ao “regime” anterior e nenhuma evidência de irregularidades que não tenham sido detectadas pela Controladoria-Geral da República, que monitora os gastos públicos.
Este livro, meus compatriotas colombianos, não pretende substituir, muito menos antecipar, investigações judiciais ou o resultado de ações tomadas por promotores, inspetores e controladores. O livro representa, na verdade, algo mais simples e, ao mesmo tempo, mais sério, monumental e decisivo: o cumprimento do meu dever como Chefe de Estado. Estou cumprindo a responsabilidade que me cabe ao reunir as informações disponíveis e não permitir que os fatos registrados aqui no livro que acabei de entregar sejam enterrados por Silêncio e impunidade. O dever de um líder é levar a verdade à porta da justiça e parar por aí, respeitando escrupulosamente a independência e a majestade do sistema judicial. Esse momento chegou.
O presidente atribuiu o déficit orçamentário à “demissão” do governo Petro, em vez de à falha do Congresso em aprovar a legislação que permitiu ao governo anterior executar seu orçamento de 2026. De la Espriella havia dito anteriormente que extraditaria Petro se o governo dos EUA, o solicitasse.