
O primeiro-ministro de Ontário, Doug Ford, inaugurou uma placa às margens do Lago Ontário com os dizeres "Lago Ontário, agora e sempre", em resposta direta à ordem executiva do presidente Donald Trump que tentou renomear o Grande Lago. A ordem instrui o secretário do Interior a tomar medidas nos próximos 30 dias para alterar referências geográficas. Na semana passada, Trump ordenou tarifas adicionais sobre produtos canadenses. Dias depois, o governo canadense anunciou que igualaria as tarifas dólar por dólar, com taxas de até 50%, em resposta às medidas impostas pelos Estados Unidos. "O presidente Trump pode chamá-lo do que quiser, mas posso garantir que o resto do mundo sempre o chamará de Lago Ontário", disse Ford, que tem sido um crítico ferrenho da guerra comercial iniciada.
Enquanto o primeiro-ministro canadense adotou uma abordagem mais moderada, Ford intensificou sua retórica, sugerindo que o Canadá deveria cortar as exportações de eletricidade para os EUA. "Somos resilientes e somos canadenses fortes, e sempre protegeremos nossa soberania, sempre. Jamais recuarei diante de um valentão", afirmou. Os Estados Unidos e o Canadá possuem cadeias de suprimentos profundamente integradas, com automóveis e outros bens cruzando a fronteira diversas vezes durante a produção, sendo que a província de Ontário abriga cerca de 16,1 milhões de pessoas.
Esta não é a primeira vez que Trump muda o nome de um corpo d'água em decretos. Logo após reassumir o cargo em 2025, ele determinou alterações em nomenclaturas oficiais. Algumas empresas, incluindo Google e Apple, atualizaram o nome em seus mapas digitais, embora a maioria das entidades fora dos EUA ainda se refira aos locais pelos nomes tradicionais.
