
O Ministro da Justiça, Gérald Darmanin, durante a sessão de perguntas na Assembleia Nacional, em Paris, em 21 de julho de 2026.
O ministro da Justiça, Gérald Darmanin, não será candidato à presidência e apoia Édouard Philippe, segundo entrevista publicada na segunda-feira, 17 de agosto, pelo jornal La Voix du Nord, às vésperas de seu retorno à política em 30 de agosto, em Tourcoing, ao lado do candidato do partido Horizontes. “Estamos em uma situação extremamente difícil, socialmente difícil para o povo francês. Por isso, decidi não contribuir para a divisão e, consequentemente, não me candidatar à presidência e apoiar Édouard Philippe, e espero que todos façam o mesmo”, declarou o Guardião dos Selos ao jornal. “Devemos sempre nos perguntar: ‘O que é melhor para o país?’ E o interesse geral não é multiplicar o número de candidatos”, explicou Gérald Darmanin. “Tenho um forte senso de lealdade, e Édouard Philippe foi quem me deu a oportunidade de me tornar ministro.
Posso garantir que ele é um estadista com experiência no poder e, além disso, é o candidato mais bem posicionado”, acrescentou o ministro, ex-membro da UMP (atual Les Républicains), assim como o prefeito de Le Havre. O Ministro da Justiça realiza seu quarto comício político em 30 de agosto em seu reduto eleitoral de Tourcoing (Nord). Ele criou um partido, Populaires!, que foi suspenso quando ele permaneceu no governo no outono de 2025. Édouard Philippe, candidato declarado desde 2024, lidera atualmente as pesquisas entre os candidatos centristas, à frente de Gabriel Attal, secretário-geral do Renaissance. Os dois discutiram uma união em torno do favorito no início de 2027.