Ataque em Benghazi
Repercussões políticas
A Líbia permanece dividida desde a queda de Muammar Gaddafi em 2011, com duas administrações disputando o poder: o governo reconhecido pela ONU em Trípoli, liderado pelo primeiro‑ministro Abdulhamid Dbeibah, e a administração rival em Benghazi, apoiada por Khalifa Haftar. O assassinato de al‑Mansouri surge em meio a negociações mediadas pelos Estados Unidos, que buscam unificar os poderes executivos do país. O filho de Haftar, Khaled Haftar, declarou à agência de notícias que foi aberta uma investigação e que “os indicadores apontam para uma tática terrorista desprezível”.
Analistas apontam que a capacidade de atingir uma figura tão importante indica a presença de um ator com recursos significativos, o que pode comprometer os esforços de estabilização e a agenda de unificação. O LNA, em comunicado, afirmou que não cessará a luta contra o terrorismo e continuará a buscar a estabilidade e a segurança da Líbia, bem como a unificação de suas instituições. Especialistas em segurança ressaltam que o ataque representa um revés para a narrativa de estabilidade que Haftar tenta projetar nas áreas sob seu controle, ao mesmo tempo em que evidencia a fragilidade das estruturas de segurança.
A morte de al‑Mansouri pode influenciar negativamente a confiança dos parceiros internacionais no processo de reconciliação, gerando dúvidas sobre a capacidade de ambas as partes de garantir um ambiente seguro para a implementação de acordos políticos.
| ℹ️ | Nota do editor: O AR NEWS 24H publica conteúdos baseados em fontes externas. As informações e opiniões presentes no material original são de responsabilidade de seus respectivos autores. Este conteúdo foi traduzido e adaptado para o português do Brasil com o auxílio de ferramentas automatizadas. |