Crescimento das vítimas civis na Rússia
Um dos episódios mais mortíferos ocorreu na segunda‑feira, quando autoridades russas relataram treze mortes em um ataque ucraniano a uma refinaria de petróleo em Nizhnekamsk, cidade industrial do Tartaristão situada a cerca de oitocentos e oitenta quilômetros a leste de Moscou. Esse incidente integrou a série de bombardeios que, nos primeiros sete meses do ano, fez 327 civis russos morrerem em bombardeios, ataques de drones e ofensivas aéreas fora das áreas ocupadas. O mesmo período registrou 2 366 feridos, número que supera em muito os 145 mortos e os 1 100 feridos contabilizados no mesmo intervalo do ano anterior. A Ucrânia afirma que a intensificação dos ataques a refinarias e armazéns visa pressionar Putin a encerrar a guerra, sustentando que não tem como alvo a população civil, embora alguns golpes tenham causado mortes como subproduto.
Repercussões políticas e humanitárias
O aumento da frequência dos ataques ucranianos tem contribuído para a queda mais acentuada nos índices de aprovação de Putin desde o início da invasão, alimentando o descontentamento entre os russos exaustos por anos de conflito. Apesar do crescimento das vítimas em todo o território, nenhum cidadão morreu dentro dos limites da capital, e o presidente tem instado a população a resistir à suposta intimidação psicológica dos bombardeios, alegando que o objetivo é minar a determinação nacional. Enquanto isso, as Nações Unidas estimam que mais de dezesseis mil civis tenham morrido na Ucrânia desde 2022, número que provavelmente subestima a realidade por falta de acesso a áreas ocupadas.
Nos últimos meses, o número de civis ucranianos mortos tem aumentado devido ao uso recorde de mísseis balísticos e drones russos, enquanto a Ucrânia luta para defender-se da escassez de interceptores fabricados nos Estados Unidos. As duas nações continuam a se bombardearem fora das linhas de frente, ampliando o risco para a população civil de ambos os lados e aprofundando a crise humanitária que já se estende a meio milhão de soldados mortos e a milhares de feridos em todo o conflito.
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