Mulher que sofreu queimaduras em 90% do corpo após ataque do ex-companheiro morre em Maceió
Com a morte da vítima, investigação deverá prosseguir como feminicídio consumado; suspeito permanece preso
MACEIÓ (AL) – Não resistiu aos graves ferimentos a mulher que havia sido internada após sofrer queimaduras em aproximadamente 90% do corpo durante um ataque ocorrido na última semana, em Maceió. Ela estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Geral do Estado (HGE), onde recebia tratamento intensivo desde o crime.
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| Ana Paula teve 90% do corpo queimado em ataque do ex-companheiro morre em Maceió |
A morte foi confirmada neste sábado (4) e encerra dias de luta pela sobrevivência. O estado clínico da vítima era considerado extremamente grave desde que deu entrada na unidade hospitalar, em razão da extensão das queimaduras e das complicações decorrentes das lesões.
Segundo a investigação da Polícia Civil, o principal suspeito é o ex-companheiro da vítima. As apurações apontam que o crime ocorreu após o término do relacionamento, circunstância que está sendo considerada na linha investigativa conduzida pelos policiais responsáveis pelo caso.
As informações reunidas até o momento indicam que a mulher foi atacada com um líquido inflamável e teve o corpo incendiado em uma área da parte alta da capital alagoana. Mesmo gravemente ferida, ela conseguiu deixar o local e foi socorrida, sendo encaminhada ao Hospital Geral do Estado para atendimento de urgência.
O suspeito foi localizado horas depois, quando procurou atendimento médico apresentando queimaduras. Após ser identificado pelos investigadores, ele foi preso e permanece à disposição da Justiça.
Com a confirmação da morte da vítima, o inquérito deverá ser atualizado para apurar o crime de feminicídio consumado, cabendo à Polícia Civil concluir as investigações e encaminhar o procedimento ao Ministério Público, que decidirá sobre o oferecimento da denúncia.
O caso volta a chamar atenção para a violência contra a mulher em Alagoas e reforça a importância da denúncia em situações de agressão, ameaças ou perseguição, permitindo que os órgãos de proteção adotem medidas previstas na legislação para reduzir o risco às vítimas.
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