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Terremoto de magnitude 4,7 atinge região amazônica e é sentido no Acre e no Peru

Terremoto de magnitude 4,7 é registrado na madrugada no Acre e Amazônia; tremor foi sentido no Brasil e no Peru


Um terremoto de magnitude 4,7 graus sacudiu a região amazônica na madrugada deste domingo, 21 de junho. O abalo sísmico foi sentido em cidades brasileiras como Rio Branco (a 846 km do epicentro), Envira (a 1.072 km) e Guajará (a 1.077 km), além de ter sido registrado próximo à cidade peruana de Torata, no departamento de Moquegua (Peru). A informação foi divulgada pelo Serviço Geológico da Colômbia (SGC).

O evento teve início às 03h50 (horário local) e ocorreu a uma profundidade de 121 quilômetros, segundo os dados preliminares do órgão. Por se tratar de um primeiro boletim, o SGC ressalta que tanto a magnitude quanto a localização exata do epicentro ainda podem sofrer alterações ou atualizações técnicas ao longo das próximas horas.

Serviço Geológico da Colômbia confirma terremoto de 4,7 graus na região amazônica
Serviço Geológico da Colômbia confirma terremoto de 4,7 graus na região amazônica



O que significa a magnitude 4,7 na prática?

Na Escala Macrossísmica Europeia (EMS-98), adotada na Colômbia para medir a intensidade dos tremores, abalos na faixa da magnitude registrada neste domingo costumam se enquadrar entre os níveis 3 ("levemente perceptível") e 4 ("amplamente sentido").

Intensidade 3: o tremor é notado por poucas pessoas em repouso e pode provocar a oscilação leve de objetos suspensos.
Intensidade 4: já é sentido por muitas pessoas dentro de edifícios e por poucas do lado de fora. Neste patamar, janelas, portas e louças chegam a vibrar visivelmente.
Em geral, terremotos com epicentro profundo (acima de 100 km), como o registrado nesta madrugada, tendem a dissipar parte da energia antes de chegar à superfície, reduzindo os danos estruturais. A magnitude 4,7 raramente causa prejuízos significativos, especialmente em zonas afastadas de grandes centros urbanos.

Por que a região é propensa a tremores?

Embora o epicentro tenha sido registrado na fronteira entre Brasil e Peru, a divulgação do SGC reforça a importância do monitoramento sísmico na América do Sul. A Colômbia, por sua vez, é um dos países de maior risco sísmico do continente, localizada no chamado Círculo de Fogo do Pacífico — área que concentra cerca de 75% dos vulcões ativos do mundo e aproximadamente 80% dos terremotos mais fortes do planeta.

O território colombiano está situado exatamente sobre o choque de três placas tectônicas: a de Nazca, a Sul-Americana e a do Caribe. Essa convergência provoca constantes abalos. Os departamentos mais afetados historicamente são Nariño, Chocó, Caldas e Santander, sendo que o município de Los Santos, no departamento de Santander, é considerado a segunda zona mais sísmica do mundo.

Os 5 terremotos mais mortais da história da Colômbia

A memória sísmica do país registra tragédias que servem de alerta sobre a vulnerabilidade da região:

1. Terremoto de 1868 (fronteira Equador-Colômbia)
Em 15 e 16 de agosto de 1868, dois fortes abalos atingiram a região fronteiriça (magnitudes 6,3 e 6,7). O segundo destruiu completamente a cidade equatoriana de Ibarra. O saldo combinado entre mortos e feridos nos dois países é estimado em cerca de 70.000 vítimas.

2. Terremoto de Cúcuta (1875)
Conhecido também como Terremoto dos Andes, o abalo de magnitude entre 7,5 e 8,5 deixou marcas profundas em Cúcuta e no estado venezuelano de Táchira. foram recuperados ao menos 461 corpos apenas na área colombiana, embora algumas fontes estimem o número de mortos em até 3.000. O desastre ainda provocou o surgimento de fontes termais na região.

3. Terremoto e tsunami de 1906
Com magnitude 8,8, o tremor do dia 31 de janeiro teve epicentro na província equatoriana de Esmeraldas, na fronteira com a Colômbia. O evento gerou um tsunami com ondas de até cinco metros que atingiu a região de Tumaco, deixando cerca de 1.500 mortos.

4. Terremoto de Páez (1994)
No dia 6 de junho de 1994, um tremor de magnitude 6,4 atingiu o sopé da Cordilheira Central, no departamento do Cauca. O deslizamento de terra e a destruição de assentamentos às margens do rio Páez causaram aproximadamente 800 mortes, tornando-se o segundo terremoto mais letal da história colombiana.

5. Terremoto da região cafeeira (1999)
Considerado o pior desastre sísmico da história recente do país, o abalo de magnitude 6,2 em 25 de janeiro devastou os departamentos de Quindío e Risaralda. Foram registradas mais de 1.000 mortes, além de 4.000 feridos e quase 500 desaparecidos. O prejuízo econômico foi enorme: cerca de 8.000 fazendas de café e 13.000 edificações comerciais foram destruídas ou danificadas.

Alerta de monitoramento contínuo

Diante da atividade tectônica constante na região andina e amazônica, especialistas reforçam a importância da preparação de comunidades e da manutenção de sistemas de alerta precoce. Embora o terremoto deste domingo não tenha causado estragos, o registro serve como lembrete de que a América do Sul vive sobre algumas das falhas geológicas mais ativas do planeta.

As informações sobre o tremor deste domingo são preliminares e podem ser atualizadas pelo Serviço Geológico da Colômbia (SGC).
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