Os militares iranianos afirmam ter fechado novamente o Estreito de Ormuz em resposta aos ataques de Israel ao sul do Líbano, embora os militares dos EUA tenham contestado essa afirmação.
O Irã afirmou que os ataques israelenses mortais no Líbano constituíram uma violação do acordo firmado entre Teerã e os Estados Unidos para o fim da guerra.
O acordo entre os EUA e o Irã inclui a reabertura do Estreito de Ormuz, um canal de navegação por onde passam cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo.
Após a declaração do Irã, um porta-voz do Comando Central dos EUA, Tim Hawkins, disse à imprensa que "o tráfego continua fluindo", com as forças americanas "monitorando a situação para garantir que isso permaneça assim" e que "o Irã não controla o Estreito de Ormuz".
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| O Irã bloqueou o Estreito de Ormuz pela primeira vez depois que os EUA e Israel atacaram o país em fevereiro. |
No final do sábado, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, partiu de Washington para a Suíça, onde se reunirá no domingo para conversas diretas entre os EUA e o Irã.
Ele disse aos repórteres que esperava fazer progressos "na questão nuclear" e na "questão do cessar-fogo no Líbano".
Questionado sobre os confrontos entre Israel e o Hezbollah e os ataques aéreos israelenses no sul do Líbano, Vance disse: "Na verdade, as coisas estão melhorando por lá, e a situação está se acalmando um pouco."
"Será algo que teremos que gerenciar continuamente para garantir que Israel e o Líbano estejam seguros. Esse é o objetivo fundamental: tornar toda a região segura", disse ele.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, disse que seu país "exigirá que o outro lado cumpra seus compromissos".
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, participará do início das negociações, informou seu gabinete à BBC. O Paquistão tem atuado como mediador ao longo da guerra e sediou uma rodada anterior de negociações entre os EUA e o Irã em sua capital, Islamabad, em abril.
No início desta semana, os presidentes dos EUA e do Irã assinaram um acordo inicial com o objetivo de pôr fim à guerra, inclusive no Líbano, com efeito imediato. O acordo inclui o compromisso de realizar novas negociações para chegar a um acordo final nos próximos 60 dias.
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