Materiais Inovadores Prometem Recuperação de Terras Raras a partir de Resíduos Eletrônicos
Materiais híbridos à prova de radiação desenvolvidos na Universidade de Helsinque funcionam de forma confiável sob condições radioquímicas, permitindo uma separação mais limpa dos elementos de terras raras — e oferecendo possibilidades futuras para a recuperação de resíduos eletrônicos.
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| Dois novos materiais sintetizados |
Os elementos de terras raras (REEs) são essenciais para tecnologias do dia a dia, como smartphones, luzes de LED, turbinas eólicas e muitas aplicações médicas. Ao mesmo tempo, as cadeias de suprimentos estão sob pressão devido à concentração geográfica da produção, e o lixo eletrônico está crescendo mundialmente.
Um dos desafios da mineração dos REEs é que eles ocorrem apenas em pequenas quantidades e se comportam quase idênticos em termos químicos. Isso torna a separação individual um enorme desafio técnico.
Pesquisador Miho Otaki de doutorado na Universidade de Helsinque desenvolveu uma série de novos materiais híbridos que podem separar seletivamente os REEs uns dos outros. Os materiais combinam um componente orgânico (aminofosfonatos) com uma estrutura inorgânica de zircônio-óxido. Os materiais híbridos sólidos desenvolvidos podem se ligar e distinguir seletivamente entre REEs quimicamente semelhantes sem depender de produtos químicos agressivos ou perigosos durante as etapas iniciais de separação, oferecendo uma alternativa mais limpa e segura aos métodos tradicionais.
Economia circular e segurança de suprimentos
Os novos materiais têm desempenho confiável sob condições radioquímicas. Isso significa que eles são especialmente adequados para produzir radionuclídeos de importância médica — uma área de importância crescente à medida que a demanda global por radionuclídeos médicos continua a crescer.
"A separação tradicional dos REEs depende da extração intensiva e em larga escala de solventes, que gera resíduos líquidos químicos significativos", observa Otaki.
Com os novos materiais, os REEs também poderiam ser refinados a partir de frações de resíduos eletrônicos pré-processados, em vez de depender apenas de novas minerações.
"Isso fortalece a segurança do suprimento, apoia a economia circular e contribui para o desenvolvimento de tecnologias de energia mais limpa e aplicações médicas avançadas", observa Otaki.
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(Imagem: Miho Otaki)
Miho Otaki, M.Sc., defenderá a tese de doutorado intitulada "Aminophosphonate‑Based Lanthanide Separation - Application to Medically Relevant Radiolanthanide Production Opens in a new tab"na Faculdade de Ciências da Universidade de Helsinque", em 17 de junho de 2026
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