As autoridades ugandesas ordenaram na quarta-feira (horário local) o fechamento da fronteira com o Congo "com efeito imediato", devido ao aumento de casos de um tipo raro de Ebola naquele país e ao surgimento de outros casos no território nacional.
Uma força-tarefa local contra o Ebola, liderada pela vice-presidente Jesca Alupo, tomou a decisão após um aumento no número de profissionais de saúde ugandeses expostos ao vírus por pacientes congoleses que cruzaram a fronteira antes da declaração do surto, em 15 de maio.
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| O ebola surge como a mais recente ameaça para as famílias deslocadas em campos no leste da República Democrática do Congo. |
“Nenhum país deve fechar suas fronteiras ou impor restrições a viagens e comércio. Tais medidas geralmente são implementadas por medo e não têm base científica”, afirmou a Organização Mundial da Saúde em sua declaração de que este surto constitui uma emergência de saúde pública de interesse internacional, reconhecendo, porém, que os países vizinhos correm alto risco.
A OMS acrescentou: "Eles incentivam a movimentação de pessoas e mercadorias por passagens de fronteira informais que não são monitoradas, aumentando assim as chances de propagação da doença." A organização afirmou que pessoas infectadas ou que tiveram contato com elas não devem realizar viagens internacionais, a menos que seja uma evacuação médica.
As autoridades de saúde do Congo estão lutando para conter o surto que, segundo a OMS, está se alastrando mais rapidamente, após a confirmação, semanas depois, da rara variante Bundibugyo do Ebola, em testes realizados para uma variante mais comum.
O número de casos suspeitos de Ebola no leste do Congo está se aproximando de 1.000, com pelo menos 220 mortes suspeitas. O Ministério da Saúde do Congo informou na terça-feira que 101 casos foram confirmados e que estão investigando mais de 3.000 possíveis contatos.
Os desafios incluem a ameaça de grupos armados no leste do Congo, um grande número de deslocados internos e infraestrutura precária.
Uganda registrou sete casos de Ebola, incluindo o primeiro caso, de um homem de 59 anos que morreu em Kampala, a capital, em 14 de maio.
Embora o número de casos de Ebola em Uganda não esteja aumentando drasticamente, a quantidade de moradores locais expostos à infecção por meio de profissionais de saúde tem crescido.
“Eles têm famílias, e por isso o número tem aumentado”, disse a Dra. Diana Atwine, secretária permanente do Ministério da Saúde, referindo-se aos profissionais de saúde.
Ela afirmou que a travessia da fronteira com o Congo será autorizada apenas em casos de emergência, incluindo para o combate ao Ebola, transporte de carga ou por motivos de segurança.
Ela disse estar consternada ao ver alguns ugandeses formando multidões para comemorar o título do Arsenal na Premier League inglesa. O time tem muitos torcedores em Uganda.
"Não entendo", disse Atwine, instando os ugandeses a ficarem vigilantes, evitarem apertos de mão e usarem desinfetante para as mãos.
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AP
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