Hospital Regional de Arapiraca ameaçado por falta de R$ 34 milhões
Parlamentar alerta que descaso coloca em risco atendimento a 10 mil pessoas por mês e única maternidade pública do Agreste.
O deputado estadual Cabo Bebeto (PL) subiu o tom das denúncias contra a gestão da saúde pública em Alagoas ao revelar, em pronunciamento na Assembleia Legislativa, uma dívida de aproximadamente R$ 34 milhões do Governo do Estado com o Hospital Regional de Arapiraca. A unidade, considerada estratégica para o Agreste alagoano, realiza cerca de 10 mil atendimentos mensais e concentra a única maternidade pública da região.
Profissionais de saúde trabalham sem receber em hospital regional
"É impossível fazer saúde pública sem receber. É impossível trabalhar, atender e oferecer o que a população merece com o Estado devendo esse montante", declarou o parlamentar durante a sessão. Bebeto destacou que o hospital conta com uma equipe de aproximadamente 550 profissionais e atende não apenas Arapiraca, mas diversos municípios do interior.
A denúncia do deputado não é isolada. Em outubro de 2025, a Câmara Municipal de Arapiraca já havia cobrado publicamente os repasses atrasados do Governo de Alagoas aos hospitais da cidade. Na ocasião, vereadores relataram a interrupção do atendimento oncológico no Hospital Chama, a ausência de tomógrafo no Hospital de Emergência há quase cinco meses e a desativação de maternidades. O vereador Adriano Targino alertou para o risco de colapso na rede hospitalar, afirmando que "Arapiraca vive um momento muito difícil, e muitos hospitais já fecharam as portas".
Deputado alerta para colapso da saúde em 17 municípios alagoanos
Em dezembro de 2025, Cabo Bebeto já havia denunciado o que classificou como "a pior gestão da saúde de todos os tempos" em Alagoas. O parlamentar relatou que a empresa terceirizada Vital trabalhou 12 meses sem receber, tomógrafos ficaram meses quebrados por falta de pagamento e contratos foram cancelados sem quitação. "Na mão desta gestão há sangue de muitos alagoanos, que morreram por falta de equipamentos adequados", afirmou na época.
Em outubro de 2025, o deputado também denunciou demissões em massa em hospitais do Norte e da Zona da Mata do estado, além de atrasos salariais que levaram à suspensão dos atendimentos médicos no Hospital Geral do Estado (HGE) e na Unidade de Emergência de Arapiraca. "Toda semana muda o problema, mas é sempre sobre a saúde — e 99% trata de atraso de pagamento", completou.
A situação do Hospital Regional de Arapiraca reflete uma crise estrutural na saúde estadual. A unidade é referência para a VII Região de Saúde, que abrange 17 municípios, e a falta de repasses compromete desde o abastecimento de insumos básicos até a manutenção de equipamentos essenciais. A vereadora Jackelline Barbosa já havia alertado que, apesar das dificuldades, o hospital continua recebendo gestantes de risco de toda a região, o que gera superlotação e perda de vagas para pacientes locais.
O governo de Alagoas, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), ainda não se pronunciou oficialmente sobre a dívida de R$ 34 milhões denunciada por Cabo Bebeto. Em 2023, o governador Paulo Dantas havia garantido um cronograma de repasses para o hospital, mas os atrasos persistem.
Cabo Bebeto anunciou que vai acionar o Ministério Público Federal e o Tribunal de Contas do Estado para apurar a destinação dos recursos. "Precisamos de transparência e, principalmente, de responsabilidade com o dinheiro público", afirmou.
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