OMS declara emergência de saúde pública o surto de Ebola na RDC e Uganda
O surto atual de Ebola na República Democrática do Congo (RDC) e em Uganda, causado pelo vírus Bundibugyo, foi declarado uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (PHEIC) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 17 de maio de 2026. Este surto começou na província de Ituri, no leste da RDC, e já resultou em casos importados em Uganda e na capital da RDC, Kinshasa.
Situação Atual
Data de Início: O surto foi confirmado em 15 de maio de 2026.
Casos Confirmados: Até 16 de maio de 2026, foram reportados 8 casos confirmados e 336 casos suspeitos, com 88 mortes associadas ao surto.
Geografia do Surto: Os casos foram identificados em várias zonas de saúde na província de Ituri, incluindo Bunia, Rwampara e Mongbwalu. Além disso, dois casos confirmados foram registrados em Kampala, Uganda, entre indivíduos que viajaram da RDC.
Desafios no Controle do Surto
A resposta ao surto é complicada pela falta de vacinas e tratamentos aprovados especificamente para o vírus Bundibugyo, ao contrário do que ocorre com o vírus Ebola Zaire, para o qual existem vacinas disponíveis. A OMS e outras organizações de saúde estão mobilizando recursos para conter a propagação do vírus, mas a insegurança na região e a mobilidade populacional elevada dificultam os esforços de contenção e rastreamento de contatos.
Nível de risco e o que esperar
Na RDC (Ituri):
A situação é grave, com muitas mortes e grande número de casos suspeitos em áreas de difícil acesso, com instabilidade e elevada mobilidade populacional. O risco de continuidade da transmissão e expansão para outras províncias é significativo.
Em Uganda:
Até o momento, os casos são importados. Com a rapidez na detecção e o isolamento, a prioridade é evitar que se estabeleça uma cadeia de transmissão local. O país está em estado de vigilância reforçada, especialmente na capital e fronteiras.
Na região:
O risco é alto para países vizinhos (como Sudão do Sul, Ruanda, Burundi, etc.) devido à circulação de pessoas, mas há um esforço coordenado da Africa CDC, OMS e governos para conter o surto ainda no eixo Ituri–Kampala–Kinshasa
Recomendações da OMS
A OMS recomenda que os países vizinhos, especialmente aqueles que compartilham fronteiras com a RDC, implementem medidas rigorosas de vigilância e estejam preparados para detectar e gerenciar casos de Ebola. A organização também enfatiza a importância de isolar e tratar imediatamente os casos confirmados e monitorar os contatos.
Conclusão
A situação do surto de Ebola na RDC e em Uganda é crítica, com um número crescente de casos e mortes. A declaração de PHEIC pela OMS destaca a gravidade do evento e a necessidade de uma resposta internacional coordenada para mitigar a propagação do vírus e proteger a saúde pública na região e além.
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