Alagoas reforça vigilância contra Febre Maculosa e define protocolos para municípios
MACEIÓ – A Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (SESAU), por meio da Secretaria Executiva de Vigilância em Saúde (SEVISA), emitiu em janeiro de 2026 uma nota informativa estratégica para orientar os municípios no combate à Febre Maculosa. O documento estabelece fluxos rigorosos para a coleta de vetores e monitoramento ambiental, visando conter a expansão da doença no estado
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| Carrapato-estrela (Amblyomma cajennense) |
O Cenário em Alagoas
Embora historicamente comum no Sudeste, a Febre Maculosa tem mostrado expansão geográfica devido a mudanças ambientais e ao fluxo populacional. Atualmente, o município de Maragogi é o único classificado tecnicamente como "área sob vigilância" no estado, após o registro de dois casos confirmados em 2022.
No entanto, as autoridades alertam que a ausência de registros em outras regiões não descarta a circulação da bactéria Rickettsia, o que exige atenção redobrada de todos os gestores de saúde locais.
Doença de Notificação Imediata
A Febre Maculosa é uma infecção febril aguda transmitida principalmente por carrapatos do gênero Amblyomma. A gravidade é variável, mas o risco de óbito é elevado se o diagnóstico e o tratamento — que deve ser iniciado imediatamente com Doxiciclina em casos suspeitos — não forem realizados de forma precoce.
Protocolos de Vigilância Entomológica
A nota detalha as técnicas permitidas para a captura de carrapatos, que devem ser executadas apenas por profissionais capacitados e equipados com EPIs (macacões claros, botas e luvas):
Técnica de Arrasto: Uso de um pano branco de algodão sobre a vegetação para capturar vetores ativos.Armadilhas de Gelo Seco ($CO_{2}$): Eficazes para atrair carrapatos simulando a respiração de hospedeiros.Catação Direta: Retirada cuidadosa de carrapatos de animais hospedeiros (como cavalos e cães) utilizando pinças e movimentos de torção.
Fluxo de Envio e Monitoramento
Os exemplares coletados devem ser conservados em álcool isopropílico e enviados ao Laboratório Central de Saúde Pública de Alagoas (LACEN/AL). Municípios com casos confirmados têm agora a obrigação de manter o monitoramento ambiental por, no mínimo, cinco anos após o último registro.
A SESAU reforça que a educação em saúde é a ferramenta mais eficaz: a população deve ser orientada a inspecionar o corpo após atividades em áreas rurais e a utilizar vestimentas adequadas para evitar a picada do vetor.
Serviço
Em caso de dúvidas, os municípios podem entrar em contato com a Gerência de Vigilância e Controle de Doenças Transmissíveis pelo e-mail: gvcdt.sesaual@gmail.com.
🔑PALAVRAS-CHAVE:
Febre Maculosa, Riquetsioses, Vigilância Entomológica, Alagoas, Carrapatos, SEVISA, LACEN/AL, Amblyomma, Controle de Vetores, Saúde Pública.
📙 GLOSSÁRIO:
Amblyomma: Gênero de carrapatos que atuam como os principais transmissores da Febre Maculosa.
Área Sob Vigilância: Classificação dada a municípios com casos humanos confirmados e presença de vetores ou reservatórios.
Biocarrapaticidograma: Teste realizado para avaliar a eficácia de produtos químicos no controle de carrapatos.
Doxiciclina: Antibiótico indicado para o início imediato do tratamento em casos suspeitos de Febre Maculosa.
Ectoparasitas: Organismos que vivem na parte externa do corpo do hospedeiro, como carrapatos, pulgas e piolhos.
Riquetsioses: Doenças causadas por bactérias do gênero Rickettsia, transmitidas por artrópodes.
Técnica de Arrasto: Método de captura ativa de carrapatos utilizando um pano branco de algodão sobre a vegetação.
🖥️ FONTES :
https://www.saude.al.gov.br/wp-content/uploads/2026/01/Nota-Informativa-SEVISA-no-01.2026-Orientacoes-aos-municipios-para-vigilancia-entomologica-de-febre-maculosa-1_compressed.pdf
NOTA:
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