Servidores de Alagoas cobram reajuste de 10% e alertam para prazo eleitoral em reunião na Seplag
Maceió — Representantes do Movimento dos Servidores Públicos do Estado de Alagoas (MUSP) reuniram-se, na última segunda-feira (23), com a secretária interina de Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag), Júlia Carolina Barros Casado Beltrão. A pauta principal foi a definição da data-base da categoria, que reivindica um reajuste de 10% para compensar perdas inflacionárias acumuladas e garantir ganho real aos salários.
Além do SINDPREV-AL, representado pela diretora Leopoldina Graça, a reunião contou com a participação da CUT-AL e outras lideranças sindicais.
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| Data-base em xeque: Governo de Alagoas promete análise técnica sobre reajuste salarial de servidores |
Prazo limite e análise técnica
Durante o encontro, o MUSP alertou o governo sobre o calendário eleitoral de 2026: o prazo final para a concessão de reajustes salariais neste ano encerra-se em 3 de abril.
A secretária interina informou que o percentual ainda não está em discussão interna na Seplag, mas comprometeu-se a concluir uma análise técnica ainda esta semana. O relatório será encaminhado ao Comitê de Negociação Sindical (Cones), sob responsabilidade do secretário de Governo, Vitor Pereira, para que uma proposta oficial seja apresentada ao movimento.
Carência de pessoal e concursos públicos
A insuficiência do número de vagas no serviço público foi outro ponto crítico debatido. Leopoldina Graça classificou como "insuficientes" as 1.750 vagas anunciadas para a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).
"Hoje, apenas cerca de 5% dos trabalhadores dos novos hospitais são concursados. É um déficit que compromete a estrutura do Estado", afirmou a diretora.
O MUSP também cobrou a realização de concursos para cargos técnico-administrativos na Uncisal. Em resposta, a secretária Beltrão afirmou que não há possibilidade de ampliar o número de vagas no certame atual da Sesau, por já ter sido aprovado pelos órgãos competentes, e admitiu não possuir dados precisos sobre o total de profissionais em situação precária no Estado.
Precarização do trabalho e Mesa de Negociação
Os sindicalistas denunciaram a situação dos trabalhadores contratados sem vínculo efetivo. Segundo o movimento, esses profissionais enfrentam condições vulneráveis, sem acesso a direitos básicos como:
13º salário e férias;
Adicional de insalubridade;
Licença médica.
A alta rotatividade desses profissionais foi apontada como um entrave à qualidade do atendimento à população. Como solução imediata, o MUSP solicitou a reativação da Mesa Estadual de Negociação, com um cronograma de reuniões mensais para tratar das pautas conjuntas da categoria.
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SINDPREV AL
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