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Quais são os mecanismos que permitem ao rinovírus se esconder nas amígdalas e adenoides?

 Recentemente, uma pesquisa conduzida pela Universidade de São Paulo (USP) revelou que o rinovírus, principal causador do resfriado comum, pode se esconder e se multiplicar nas amígdalas e adenoides de crianças, mesmo na ausência de sintomas. O estudo analisou amostras de quase 300 crianças que passaram por cirurgias para remoção desses tecidos, e os resultados mostraram que o vírus estava presente em 46% dos participantes, mesmo sem sinais de infecção ativa no momento da operação.


Vírus do resfriado pode se esconder em células de defesa
Vírus do resfriado pode se esconder em células de defesa


Mecanismo de Infecção e Persistência

O rinovírus consegue infectar células de defesa, como os linfócitos, e se estabelecer em camadas mais profundas das amígdalas e adenoides. Essa capacidade de se esconder permite que o vírus permaneça no organismo por longos períodos, criando um "reservatório" que pode levar à transmissão silenciosa para outras pessoas, especialmente em ambientes como escolas, onde surtos de resfriado são comuns.

Implicações para a Saúde Infantil

A presença constante do rinovírus pode complicar diagnósticos médicos, pois testes de farmácia podem detectar o vírus mesmo quando ele não é a causa atual de sintomas. Além disso, a infecção persistente pode liberar substâncias inflamatórias que afetam a saúde respiratória das crianças, contribuindo para problemas como asma e otites.

O rinovírus, principal causador do resfriado comum, apresenta mecanismos que lhe permitem se esconder e se multiplicar nas amígdalas e adenoides, mesmo na ausência de sintomas. A pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP) revelou várias características desse comportamento.

Mecanismos de Persistência do Rinovírus



Invasão de Células de Defesa: O rinovírus consegue infectar linfócitos, que são células de defesa do sistema imunológico, incluindo os linfócitos B (produtores de anticorpos) e T CD4 (que regulam a resposta imunológica). Essa infecção permite que o vírus permaneça dentro dessas células por longos períodos, sem desencadear a resposta imunológica que normalmente causaria sintomas.


Atingindo Camadas Profundas: Diferentemente do que se pensava anteriormente, o rinovírus não se limita a infectar apenas as células da superfície do epitélio nasal e da garganta. Ele também consegue penetrar em camadas mais profundas das amígdalas e adenoides, onde pode se replicar e persistir.


Estado de Latência: O comportamento do rinovírus é comparável ao de vírus que causam infecções latentes, como o herpes. Em vez de destruir as células hospedeiras, o vírus ocupa as células de defesa, permitindo que ele permaneça inativo por longos períodos. Isso resulta em uma "memória imunológica" que pode ser benéfica, mas também pode levar a problemas em indivíduos com sistema imunológico comprometido.


Reservatórios Silenciosos: Crianças podem carregar o rinovírus nas amígdalas e adenoides sem apresentar sintomas, funcionando como reservatórios silenciosos. Isso explica a frequência de surtos de resfriado em ambientes escolares, onde crianças assintomáticas podem transmitir o vírus para outras pessoas.


Esses mecanismos não apenas desafiam a compreensão tradicional sobre a infecção pelo rinovírus, mas também levantam questões sobre a transmissão e o manejo de doenças respiratórias, especialmente em populações vulneráveis, como crianças e indivíduos com condições de saúde preexistentes.





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