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Plásticos fluviais carregam bactérias patogênicas e genes de resistência

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plásticos no rio


Numa recente investigação conduzida no Reino Unido, uma nova preocupação emerge sobre a proliferação de plástico no ambiente. Um estudo publicado na revista Microbiome por uma equipe liderada por investigadores da Universidade de Warwick revelou que plásticos novos e degradados, submersos durante uma semana num rio, abrigavam oportunistas ,que pegavam caronas , os inúmeros micróbios, como Pseudomonas aeruginosa e Acinetobacter baumannii, juntamente com um conjunto distinto de genes de resistência a antibióticos (ARGs). Os especialistas alertam que esta descoberta levanta preocupações sobre a "plastisfera ribeirinha", que pode servir como reservatório de resistência aos antibióticos.

A persistência dos plásticos no ambiente, devido à sua recalcitrância e flutuabilidade, amplifica o impacto ambiental, especialmente se estes atuarem como reservatórios para bactérias patogénicas ou ARGs. Os plásticos, ao funcionarem como vetores de bactérias patogénicas, podem facilitar a transferência horizontal de ARGs. Este estudo, ao investigar o potencial dos plásticos fluviais como hospedeiros para bactérias patogénicas e reservatórios de ARGs, revela a complexidade desse cenário.

Para realizar esta pesquisa, os cientistas submergiram tiras de polietileno de baixa densidade (LDPE) – o tipo de plástico usado em sacolas, embalagens retráteis e tampas finas de recipientes – durante sete dias no rio Sowe, localizado a jusante de uma estação de tratamento de águas residuais. Algumas destas tiras foram sujeitas a intemperismo em forno por seis meses para imitar as condições naturais. Comparando a diversidade microbiana nas amostras de madeira e plástico com a água circundante, os investigadores descobriram comunidades microbianas semelhantes entre as superfícies de madeira e plástico, mas distintas das encontradas na água. Espécies como Pseudomonas, Acinetobacter e Aeromonas prevaleceram nas amostras de madeira e plástico, sendo Pseudomonas mais abundante no plástico desgastado, possivelmente devido à libertação de compostos orgânicos que estimulam o crescimento bacteriano.

Além disso, a exposição das amostras de plástico, madeira e água a concentrações subinibitórias, mas clinicamente relevantes, de antibióticos aumentou a prevalência dos genes de resistência correspondentes. As diferentes comunidades microbianas nas amostras foram afetadas de maneira variada por cada antibiótico, revelando a complexidade das interações entre micróbios e plásticos.

Apesar dessas descobertas, os cientistas salientam que é prematuro determinar se os plásticos podem disseminar bactérias patogénicas e resistentes a antibióticos, bem como quantificar o risco para a saúde representado pela poluição plástica. Avaliações adicionais são necessárias para determinar a patogenicidade real dos micróbios na plastisfera e levar em conta a transferência potencial de genes de resistência e a capacidade de causar doenças nos organismos hospedeiros, sejam humanos, animais ou plantas.

Os dados deste estudo sublinham a importância de integrar informações de todos os compartimentos coexistentes num ecossistema impactado pelo homem. Além disso, destacam que a implementação de medidas de saúde e segurança contra a presença de patógenos e genes de resistência parece ser uma questão que vai além da plastisfera. Este estudo não apenas revela os desafios associados à poluição por plásticos nos rios, mas também aponta para a necessidade urgente de compreendermos melhor as implicações dessa poluição para a saúde pública e ambiental.
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