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Paquistão enfrenta batalha difícil contra a hepatite 'assassina e silenciosa'

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O Paquistão, terra marcada por uma batalha silenciosa, lidera o mundo em casos de hepatite, com uma estimativa assustadora entre 10 milhões e 15 milhões de pessoas afligidas por essa doença. Especialistas, reunidos numa conferência anual do Grupo de Amigos da ONU para a Eliminação da Hepatite em Nova Iorque na semana passada, lançaram um apelo urgente ao Paquistão. Eles instaram o país a intensificar os esforços, ampliando os testes e cooperando mais estreitamente com organizações internacionais de saúde para conter essa ameaça.

Saeed Akhtar, um especialista médico residente nos Estados Unidos que representou o Paquistão na conferência da ONU, compartilhou com o The National uma realidade sombria. Ele enfatizou que o Paquistão atualmente abriga o maior contingente de pacientes com hepatite do planeta. “Cerca de 100 milhões de pessoas estão lutando contra a hepatite C no Paquistão, enquanto os portadores da hepatite B e C somam mais de 150 milhões”, disse ele.

O Dr. Akhtar destacou que, anteriormente, o Egito enfrentava a maior crise relacionada a essa doença, mas seu governo conseguiu superar essa ameaça. A Organização Mundial da Saúde declarou que a hepatite C foi praticamente erradicada no país. Ele também enfatizou que os tratamentos para hepatite duram três meses e custam aproximadamente Rs12.500 (US$ 43).

"O tratamento em si não é caro, mas o grande desafio no Paquistão é a falta de conscientização", explicou o Dr. Akhtar, que também atua como presidente do Instituto e Centro de Pesquisa do Rim e do Fígado do Paquistão, situado na cidade de Lahore. "Nós precisamos intensificar os esforços para conscientizar as pessoas, indo até escolas e outras instituições, para que todos se submetam aos exames necessários. A hepatite é um assassino silencioso. Alguém pode ser portador da doença, sem sequer saber. Portanto, exames adequados são a chave para a proteção contra essa ameaça."

Tariq Hayat, diretor do Programa de Controle de Hepatite, HIV-Aids e Talassemia em Khyber Pakhtunkhwa, afirmou ao The National que a prevalência da hepatite na província é de 5,3%. Ele ressaltou que o governo já está respondendo vigorosamente ao desafio. Como parte desses esforços, foi criada uma Autoridade de Transfusão de Sangue para prevenir a propagação de doenças relacionadas ao sangue, incluindo a hepatite.

A hepatite continua a ser um problema global de saúde pública, com taxas variadas de prevalência em diferentes regiões do mundo. O Egito e o Paquistão são dois países que enfrentaram desafios significativos na luta contra essa enfermidade nos últimos anos. Antes de o Paquistão assumir a liderança, o Egito registrava as taxas de prevalência mais elevadas do mundo para a hepatite C, com cerca de 10% a 15% da sua população afetada. Essa alta prevalência era resultado de práticas de cuidados de saúde do passado, incluindo o amplo uso de agulhas e seringas contaminadas.

De acordo com um estudo publicado na revista Tropical Medicine and Health, estima-se que 11,55% dos adultos no Paquistão tenham sido afetados pela hepatite C. Esse estudo também revelou que as taxas anuais de mortalidade global atribuídas às hepatites B e C são alarmantes, com 563.000 e 366.000 mortes, respectivamente. A cooperação internacional e iniciativas contínuas de saúde pública surgem como fundamentais para reduzir a prevalência dessa ameaça em todo o mundo.
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