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A propagação silenciosa da Leishmaniose nas fronteiras americanas

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Promastigotas do parasita Leishmania que causa leishmaniose, ilustração 3D


Numa descoberta inquietante que lança uma sombra sobre as terras do sul dos Estados Unidos, um organismo insidioso e pouco compreendido, o parasita carnívoro denominado Leishmania Mexicana, antes pensado como um perigo exclusivo para viajantes, parece agora estar a propagar-se localmente através dos flebotomíneos nativos. Esta conclusão surgiu após uma análise meticulosa conduzida pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças.

As feridas na pele, resultado das picadas infetadas, manifestam-se semanas a meses após o encontro inicial. Contudo, o Leishmania Mexicana não se contenta em causar danos momentâneos; estende a sua influência ao longo dos anos, deixando cicatrizes permanentes como testemunho do seu ataque.

No arsenal médico, as opções para tratar esta doença, conhecida como leishmaniose cutânea, são limitadas e envoltas numa névoa de incerteza quanto à sua eficácia. Mesmo quando inicialmente respondem ao tratamento, muitos pacientes permanecem vulneráveis a recaídas, sublinhando a complexidade deste desafio médico.

A ausência de uma vacina potencia ainda mais o dilema. A descoberta recente de que este parasita se tornou "endêmico" no Texas e em alguns estados da fronteira sul lança uma sombra preocupante sobre a região. O alerta, dado pelas autoridades, visa sensibilizar o público sobre a disseminação deste parasita que, agora, parece ter encontrado um lar nas terras americanas.

Quando os médicos procuram diagnosticar pacientes, recorrem a biópsias das lesões para obter amostras. O CDC, que detinha o único laboratório capaz de testar estes parasitas até 2020, reunia dados para cada caso. A análise revelou que a Leishmania Mexicana infectou a maioria dos pacientes sem histórico de viagens, destacando uma cepa distinta do parasita que se destacava por alterações genéticas únicas.

No campo da transmissão, os flebotomíneos, apesar do seu tamanho diminuto em comparação com os mosquitos, apresentam-se como um desafio significativo. Não necessitam de água parada para se reproduzir, complicando ainda mais os esforços de erradicação destes insetos vetores.

A Leishmania Mexicana representa apenas uma parte de um panorama mais amplo. A Leishmania infantum, uma variante mais mortal, ameaça infiltrar-se nos EUA. Esta forma grave de leishmaniose, conhecida como leishmaniose visceral, tem uma taxa de mortalidade alarmante. Os sintomas, desde febre até inchaço do fígado e baço, pintam um quadro sombrio da doença.

A chegada crescente de cães do exterior aumenta o risco, pois estes animais podem servir como um "reservatório" para o parasita. Cães infetados podem transmitir o parasita às moscas e até mesmo diretamente através de mordidas, complicando ainda mais o cenário.

Os esforços estão em curso para criar novas diretrizes para lidar com esta ameaça eminente. Uma ferramenta de avaliação de risco, desenvolvida em colaboração entre cientistas militares e do CDC, visa ajudar as autoridades a tomar decisões informadas, incluindo a possibilidade de eutanásia para cães infetados. Este desenvolvimento sublinha a urgência de uma resposta coordenada perante esta nova realidade.

A ironia desta situação não passa despercebida. Enquanto os testes para a leishmaniose eram subfinanciados nos EUA, a descoberta agora sugere que esta negligência pode custar caro. A Leishmania Mexicana, aparentemente enraizada no sul, poderá espalhar-se mais amplamente devido às mudanças climáticas e aos padrões de migração. Como tantas outras doenças tropicais negligenciadas, esta situação serve como um lembrete doloroso de que estas ameaças não são problemas distantes, mas sim desafios iminentes e dispendiosos que, se ignorados, podem rapidamente tornar-se incontroláveis.
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