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Manipulação de Royalties do Petróleo: Revelações Chocantes de Influência e Irregularidades

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Decisões judiciais já resultaram em um montante total de R$ 125 milhões destinados a prefeituras situadas no Amazonas, Pará e Alagoas. Entre essas cidades está Barra de São Miguel, em Alagoas, cujo prefeito é Benedito de Lira (PP-AL), também conhecido como Biu, e é o pai do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).
Petróleo


De acordo com registros oficiais, o lobista Rubens de Oliveira visitou o gabinete de Lira em Brasília dois meses antes da liberação dos fundos que estavam bloqueados.

Como resultado dessas decisões, a cidade de Barra de São Miguel, que antes recebia apenas R$ 237 mil em royalties devido à sua localização em uma zona de produção de petróleo, já recebeu R$ 14,5 milhões. Essa mudança baseou-se na alegação de que o município possuía uma "instalação de embarque e desembarque de petróleo e gás" em seu território, apesar de não haver evidências reais disso.

Os fundos repassados para essas pequenas cidades são provenientes de cotas que costumavam ser destinadas a locais impactados pela exploração de petróleo, como cidades no Rio de Janeiro e no Espírito Santo.

Nos últimos dois meses, a investigação do jornal O Estado de S. Paulo revelou que o grupo liderado pelo lobista Rubens de Oliveira estabeleceu acordos com três desembargadores do TRF1, que concederam a 21 prefeituras da região direitos a royalties, mesmo sem terem atividades de produção de petróleo.

Os desembargadores concordaram com as alegações dos advogados em decisões rápidas. Em alguns casos, o grupo não apresentou evidências fotográficas, relatórios técnicos ou indicações claras das supostas instalações de petróleo justificando os repasses.

Investigação realizada pelo jornal analisou milhares de páginas de processos judiciais e constatou que os "advogados laranjas", atuando em nome de Rubens, usaram documentos e informações falsas em pedidos genéricos apresentados ao TRF1. Os três desembargadores permitiram os repasses de royalties conforme solicitado.

Segundo a reportagem, o lobista persuadiu prefeitos a contratar escritórios de advocacia sob seu controle para buscar na Justiça Federal de Brasília altas compensações financeiras através dos royalties do petróleo. O grupo recebe 20% das quantias que as cidades obtêm com base nas decisões judiciais, mesmo que essas sentenças venham a ser anuladas mais tarde.

Além disso, foi revelado que Rubens de Oliveira utilizava uma empresa fictícia de consultoria chamada "RP Consultoria e Assessoria" para aumentar artificialmente as receitas de royalties. Essa empresa não estava registrada na Receita Federal e a logomarca se referia a royalties e petróleo.

Os desembargadores responsáveis por essas decisões são Carlos Augusto Pires Brandão, Daniele Maranhão e Antônio Souza Prudente. Esses desembargadores autorizaram as decisões mesmo sem base técnica sólida, o que levou a uma distribuição injusta dos royalties.

Rubens de Oliveira é um influente ator nos três poderes em Brasília e se encontrou com Arthur Lira durante o período em que Barra de São Miguel buscava receber os royalties.

A investigação apontou irregularidades na atuação do grupo liderado por Rubens de Oliveira, incluindo o uso de advogados para apresentar ações infundadas em nome de prefeituras, resultando em repasses indevidos de royalties.

Injustiças nas Decisões Judiciais: Como Cidades Receberam Royalties de Petróleo Sem Mérito


Pontos-Chaves:
  • Desembargadores do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) vêm aprovando o pagamento de royalties milionários pela exploração de petróleo e gás a municípios que não possuem produção de petróleo.
  • De acordo com a investigação, essas decisões judiciais burlam a lei e são obtidas por meio de um estelionatário condenado e suspeito de lavagem de dinheiro que está sendo investigado pela Polícia Federal (PF). Ele lidera um grupo de advogados recém-formados e sem experiência no setor, que já acumulam R$ 25,7 milhões em honorários.
  • Os royalties são pagos pelas empresas que exploram o petróleo como compensação pelo uso dos recursos naturais, e devem ser usados ​​pelos governos para investimentos, além de melhorias na saúde e na educação.
  • As decisões desviam dinheiro que deveria ir para cidades impactadas pela exploração de petróleo. O grupo de estelionatários entra com pedidos genéricos com informações falsas, obtendo decisões favoráveis ​​dos mesmos três desembargadores do TRF1.
  • O relatório aponta indícios de irregularidades e questiona a base técnica para a concessão de royalties a localidades sem atividade exploratória, burlando a legislação sobre compensações de petróleo e gás.

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  • Ele emprega advogados recém-formados, sem experiência no setor do petróleo, para mover as ações padronizadas no TRF1 em nome das prefeituras.
  • Os advogados utilizam informações e documentos falsos nos pedidos genéricos ao tribunal, sem apresentar provas de que existam atividades de produção nos municípios.
  • As decisões dos três desembargadores ignoram relatórios técnicos e concedem os royalties conforme solicitado, sem exigir comprovação da exploração de petróleo.
  • O esquema já rendeu R$ 125 milhões para prefeituras no Amazonas, Pará e Alagoas, como Barra de São Miguel, reduto político do presidente da Câmara, Arthur Lira.
  • O lobista se encontrou com Lira dois meses antes da liberação dos recursos para a cidade alagoana, que não tem atividade petrolífera mas recebeu R$ 14,5 milhões.
  • A ANP critica as decisões por distorcerem os critérios legais de distribuição dos royalties e alerta que isso reduz os repasses aos locais que realmente têm direito.
  • Especialistas apontam riscos de desvio dos recursos que deveriam ser investidos em áreas como saúde e educação.

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  • O esquema investigado pela reportagem baseia-se em brechas e interpretações controversas na legislação sobre compensação financeira por exploração de petróleo e gás.
  • As cidades beneficiadas alegam possuir "instalações de embarque e desembarque" de petróleo em seu território, mesmo sem comprovação de tais estruturas.
  • Os recursos são desviados de cotas que anteriormente iam para municípios com produção comprovada no RJ, ES e outros estados.
  • Além dos três desembargadores que vêm concedendo as liminares, outros dois juízes já revogaram decisões semelhantes ao analisar o mérito.
  • Isso indica controvérsia jurídica e divergência de interpretações sobre os critérios para recebimento dos royalties.
  • Mas o grupo do lobista segue obtendo liminares favoráveis nos mesmos três gabinetes, até que o mérito seja julgado, o que pode levar anos.
  • A condenação do lobista por estelionato e investigações sobre lavagem geram suspeitas sobre a legalidade do esquema, que ainda não foi alvo de ação penal.
  • Especialistas defendem regulamentação mais clara dos royalties para coibir brechas de interpretação e garantir distribuição justa desses recursos públicos.
  • O episódio expõe problemas como lobby, judicialização excessiva e falhas na fiscalização dos royalties do petróleo no Brasil.
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Conclusão:

Em conclusão, a investigação realizada pelo jornal O Estado de S. Paulo revela um cenário preocupante de manipulação e influência nos processos judiciais relacionados aos royalties do petróleo. Decisões judiciais duvidosas permitiram a liberação de recursos substanciais para prefeituras em estados como o Amazonas, Pará e Alagoas, mesmo em casos onde não havia evidências sólidas de atividades de produção de petróleo.

O lobista Rubens de Oliveira, atuando em colaboração com advogados, usou de estratégias questionáveis para persuadir prefeitos a buscar compensações financeiras por meio de ações judiciais. Eles exploraram lacunas nas decisões judiciais e apresentaram argumentos infundados, muitas vezes baseados em informações falsas ou distorcidas, a fim de obter repasses de royalties indevidos.

A atuação desse grupo levanta sérias preocupações sobre a integridade do sistema judiciário e a equidade na distribuição de recursos. A exploração dessas brechas resultou em benefícios financeiros injustos para algumas cidades, em detrimento daquelas que legalmente têm direito aos royalties do petróleo.

Além disso, a influência exercida por Rubens de Oliveira sobre figuras políticas de destaque, como o presidente da Câmara, Arthur Lira, e seu envolvimento em atividades no Congresso Nacional e em órgãos governamentais, ressalta a necessidade de um escrutínio mais rigoroso e medidas de controle para evitar abusos desse tipo.

Em suma, a investigação destaca a importância de manter a transparência, a ética e a responsabilidade no sistema judiciário e na administração dos recursos públicos. Ações como essas comprometem a confiança da população nas instituições e reforçam a urgência de reformas para garantir um sistema judiciário íntegro e imparcial.

📙 GLOSSÁRIO:

🖥️ FONTES :
Com Agências :
Estado de S. Paulo

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