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Fiocruz diz que existe aumento na circulação das linhagens BA. 4 e BA. 5 da variante Ômicron

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AR NEWS NOTÍCIAS   Brasil, Maceió  08  de julho de 2022
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Fiocruz diz  que há mudança na dinâmica da pandemia, com um aumento das linhagens BA. 4 e BA. 5 da variante Ômicron


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A Rede Genômica Fiocruz divulgou, nesta quinta-feira (7/7), novos dados a respeito das linhagens e variantes do vírus Sars-CoV-2 no Brasil. A atualização traz um marco para a Rede: a produção total de genomas depositados pela Fiocruz desde o início da pandemia ultrapassou o expressivo número de 50 mil, chegando a 50.027. O informe também mostra uma mudança na dinâmica da pandemia no país, com um aumento detectado das linhagens BA. 4 e BA. 5 da variante Ômicron e uma ligeira queda na participação da BA. 2. Os dados divulgados são computados semanalmente na plataforma da Rede, com a obtenção de dados da plataforma EpiCoV da Global Initiative on Sharing All Influenza Data (Gisaid), uma plataforma internacional para compartilhamento de dados genômicos dos vírus de influenza e Sars-CoV-2, e se referem ao período de 16 a 30 de junho.

Outro destaque é que houve 81 casos de reinfecção caracterizados geneticamente, sendo 68 deles associados à variante Ômicron, incluindo indivíduos duas vezes infectados por duas linhagens distintas da variante, por exemplo BA.1 na primeira infecção e BA.5 na segunda. Os pesquisadores afirmam que casos de reinfecção pelo Sars-CoV-2 podem ocorrer com frequência, especialmente quando uma variante antigenicamente muito diferente começa a circular. Este foi o caso da Ômicron BA. 1 em relação à Delta, levando a muitas reinfecções e uma nova onda de Covid-19. De acordo com os pesquisadores, algo similar pode ser esperado neste momento, com a crescente circulação das variantes BA. 4 BA. 5, que são bem distintas da BA. 1 e da BA. 2, que dominaram o cenário epidemiológico brasileiro no primeiro semestre deste ano.

Até o fechamento do relatório já foram identificadas, no Brasil, 58 variantes das linhagens BA, sendo as mais frequentes a BA.1 (14.996 genomas) e a BA.1.1 (11.006 genomas). A variante BA. 2 tem 6.297 genomas, enquanto a variante BA. 4 tem 165 e BA. 5 e BA. 5.1 têm 181 e 292 genomas depositados, respectivamente. Também foram depositados no Gisaid 142 genomas da BA.2.12.1. Além disso, 117 genomas da recombinante-XAG (recombinante entre BA.1 e BA.2 previamente denominada XQ) circulando principalmente na Região Sul foram identificados. Todos esses genomas estão depositados no Gisaid e foram isolados de amostras brasileiras.

A disseminação das variantes BA.4 e BA.5 fica clara quando se verifica que ambas tinham ~8% de frequência em maio, número que foi aumentado para ~25% em junho. Assim como observado para as variantes BA.1 e BA.2, o cenário atual brasileiro segue o que está sendo visto na Europa e América do Norte e, em breve, a BA.4 e a BA.5 devem ser as VOCs dominantes no país.

Nos 14 dias compreendidos por esse novo informe, as unidades da Fiocruz produziram 1.745 genomas. A produção de genomas é um trabalho feito pelo Laboratório de Vírus Respiratórios e Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), no Rio de Janeiro, e os laboratórios integrantes da Rede Genômica Fiocruz em outros sete estados (Amazonas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Piauí, Paraná e Pernambuco). Esses oito centros de monitoramento atendem aos 26 estados e ao Distrito Federal.

De acordo com o informe da Rede Genômica Fiocruz, até o fechamento da atualização foram encontradas 139 amostras recombinantes em dez estados (Pará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás, Paraná e Rio de Janeiro) e no Distrito Federal. O Rio de Janeiro não estava nessa lista na atualização de dados anterior, feita há duas semanas. A mais frequente foi a XAG, com 117 amostras.

O relatório deixa nítida a importância da colaboração da vigilância genômica em todo o país. A Rede Genômica Fiocruz conta com a parceria de várias instituições, que contribuem de diferentes maneiras. Fazem triagem de amostras positivas para Sars-CoV-2 para sequenciamento e envio para algum laboratório de sequenciamento da Rede, elaboram análises de vigilância epidemiológica e realizam o sequenciamento genômico. Os pesquisadores reforçam que a Rede Genômica Fiocruz está disponível para a colaboração de novos parceiros (que podem entrar em contato pelo e-mail genomahcov@fiocruz.br).

As informações que abastecem a Rede são coletadas pelos pesquisadores a partir de parceria e colaboração com os Laboratórios Estaduais de Saúde Pública (Lacens), a Coordenação-Geral de Laboratórios do Ministério da Saúde, os Laboratórios de Assistência Diagnóstica da Fiocruz e outras instituições nacionais. O acesso à base de dados EpiCoV do Gisaid, uma iniciativa internacional de vigilância genômica de novo coronavírus e influenza, também auxilia o trabalho de monitoramento da Rede.

Até o momento já foram caracterizadas 2.061 linhagens de Sars-CoV-2, mas apenas uma parcela delas tiveram e têm impacto significativo na saúde pública no decorrer da pandemia. Este impacto se dá devido a características como maior capacidade de transmissão e infecção, maior capacidade de escape de anticorpos ou uma combinação destas, características que podem estar presentes em outras linhagens e variantes e que, assim que detectadas, devem ser monitoradas com maior cautela e prioridade.


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Rede Genômica Fiocruz atinge a marca de 50 mil genomas depositados 
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