Maceió-AL

Precisamos de campanhas da vacinação sérias, robustas, que estejam onde a população está! ,diz Alexandra Boing

AR NEWS NOTÍCIAS 20 de junho de 2022
Não dá mais para esperar! Precisamos de campanhas da vacinação sérias, robustas, que estejam onde a população está!
Família Vacinada

Texto retirado do twitter da Dra. Alexandra Boing, sobre a importância de campanhas bem estruturadas que visem uma melhor proteção da sociedade, em decorrência do aumento na circulação viral do coronavírus SARSCOV-2 no Brasil . Nos textos ela comunica também a ampliação da faixa etária para vacinação. 

Evitar recrudescimento de doenças do passado e perdas de vidas no momento atual da pandemia, é o cerne desse alerta .

Por hoje é só!
Maceió, 20 de junho de 2022
Mário Augusto


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Por Alexandra Boing


MS anuncia a ampliação para o grupo de 40 anos ou mais a 2a dose de reforço, que deve ser administrada após 4 meses da 1a dose. Para quem iniciou esquema Pfizer, Coronavac ou AstraZeneca a recomendação q a dose de reforço seja Pfizer ou Astrazeneca ou Janssen

Para quem tomou Janssen o novo público 2a dose de reforço para maiores de 18 anos e 3a dose de reforço para população de 40 anos ou mais. 2a reforço e 3a reforço depois de 4 meses. As vacinas de reforço são Astrazeneca, Pfizer e Janssen. 

Quadro Resumo das doses e reforços por faixa etária, independente do esquema vacinal primário. 

Quadro Resumo
Quadro Resumo



Poderíamos ter avançado mais para todos maiores de 18 anos. Isso seria importante, principalmente na situação de alta transmissibilidade. Além disso, poderiam já sinalizar que em agosto abrirão para crianças de 5 anos ou mais em julho. 


Sobre as menores de 5 nenhum comentário. Sobre a campanha de comunicação foi frustrante....sinceramente isso não foi, não está sendo suficiente é só ver os números de cobertura vacinal das doses. 

Já falei aqui sobre campanha de vacinação. Seguem alguns apontamentos sobre isso.👇 

Temos uma tradição em campanhas de vacinação bem sucedidas. Entretanto, no momento de maior crise sanitária da nossa geração não estamos vendo movimentos dos municípios para aumentar a cobertura vacinal. 
A vacinação de rotina para crianças menores de 5 anos vem sofrendo queda desde 2015. A cobertura de vacinação contra sarampo, caxumba e rubéola (Tríplice Viral D1) caiu de 93,1% em 2019 para 71,49% em 2021, contra poliomielite caiu de 84,2% em 2019 para 67,7% em 2021. 
Em 2020 o Brasil voltou à lista dos oito países da América Latina (Bolívia, Brasil, Equador, Guatemala, República Dominicana, Suriname e Venezuela) com alto risco da volta da poliomielite. Estamos deixando de proteger as crianças de doenças potencialmente fatais.
No caso da vacina contra Covid-19 isso não é diferente. No Brasil apenas 60,6% das crianças de 5 a 11 receberam a 1a dose da vacina e a vacinação estagnou. Mesmo assim, não vemos movimentos organizados da maioria dos municípios para aumentar a vacinação e combater fake news.
Os movimentos articulados contra vacinação crescem, a pandemia contribuiu para o declínio nas taxas de vacinação e mesmo assim união, estados e muitos municípios continuam não fazendo campanhas de fato! Não conseguem romper as barreiras.

Vacine seus filhos
Vacine seus filhos



As campanhas precisam movimentar a cidade! Não basta apenas colocar uma tenda na Unidade, ou no centro da cidade. É preciso mobilizar! É preciso estar junto à comunidade. É preciso estar nas escolas, transformar em um acontecimento, chamar a comunidade para trabalhar junto!

Além disso, é necessário fazer busca ativa. Conversar com pais e responsáveis sobre quais são suas dúvidas, medos e esclarecer. Precisamos chegar à população. A Atenção Primária (APS) sabe fazer isso primorosamente. Então, por que a espera? Cadê as campanhas de vacinação?

Não temos tempo a perder. Qto mais as crianças não tiverem acesso às vacinas, mais fácil será a propagação das doenças e, inclusive, a volta de doenças erradicadas. Não podemos deixar as crianças em risco de ter doenças que são perigosas e evitáveis.

Vários estados do país estão com aumento de casos de síndrome respiratória, pronto atendimentos sobrecarregados, crianças sendo internadas, leitos e UTI com taxa de ocupação de 100%, crianças em fila de espera. 

Não dá mais para esperar! Precisamos de campanhas da vacinação sérias, robustas, que estejam onde a população está! Em todos os bairros, escolas, pontos de maior circulação de pessoas! Precisamos trazer a população para participar. Precisamos mobilizar! 

Alexandra Boing



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FONTE:

Texto: Ipsis Litteris do twitter de Alexandra Boing

Alexandra Boing
Professora da Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC. Doutora em Saúde Coletiva - Epidemiologista. Membro do  @obscovid19br

Perfil foca COVID-19 e SPB

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