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Detectada no Brasil primeiro caso da variante Omicron XE

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A descoberta das variantes recombinantes do SARS-CoV-2, que surgem quando um indivíduo é infectado com duas ou mais variantes ao mesmo tempo, ocasionando a combinação do material genético das duas cepas, é uma verdadeira sopa de letrinhas. Até o momento, três variantes recombinantes foram detectadas em circulação no mundo, sobretudo na Europa, e receberam as siglas XD, XE e XF. 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a XE seria ainda mais transmissível do que a variante BA.2 da ômicron, hoje considerada a cepa do SARS-CoV-2 com maior poder de transmissibilidade e incidência no mundo. A linhagem XD estaria mais associada a uma maior transmissibilidade ou agravamento de casos. A XF, por sua vez, não preocupa as autoridades de saúde, pois parece ter desaparecido, já que desde 15 de fevereiro não é detectada.

Qual a diferença entre elas?

A variante XD, também conhecida como deltacron, tem uma estrutura recombinante derivada das sublinhagens AY.4 (delta) e BA.1 (ômicron) e foi categorizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como variante em monitoramento (VUM, na sigla em inglês). 

A variante recombinante da ômicron foi detectada pela primeira vez na França e estaria em circulação também na Dinamarca e na Holanda desde dezembro de 2021. Segundo os cientistas do Instituto Pasteur, que descobriram essa linhagem, a deltacron tem o gene da proteína Spike, a espícula do vírus responsável por infectar as células, semelhante à ômicron e o “corpo” do vírus com estrutura da delta. Até 25 de março, 49 casos haviam sido notificados entre os três países, de acordo com a plataforma GISAID, que notifica as variantes do SARS-CoV-2 que circulam pelo mundo.

A variante XF também é uma recombinação das variantes delta e ômicron (BA.1). Ela foi identificada no Reino Unido em 7 de janeiro, com incidência de 38 casos reportados até 15 de fevereiro, e sem notícia de incidência em outros países, segundo a Agência de Saúde do Reino Unido (UKHSA, na sigla em inglês). 

Já a variante XE é uma recombinante de duas cepas da ômicron BA.1 e BA.2 e foi identificada pela primeira vez também no Reino Unido, que vive uma ascensão de casos. Segundo a UKHSA, já foram notificadas mais de 600 amostras sequenciadas da cepa recombinante no país desde 19 de janeiro, quando o primeiro caso foi identificado em Londres. E este número continua aumentando na Inglaterra, embora sem se refletir em um agravamento da doença. 

A XE, em particular, mostrou uma taxa de crescimento variável, 10% superior à da cepa BA.2 da ômicron, mas ainda faltam evidências que mostrem que essa variante tem uma verdadeira vantagem de crescimento em relação às outras. Até o momento, não há evidências suficientes para tirar conclusões sobre transmissibilidade, gravidade ou eficácia da vacina sob estas variantes recombinantes, destacou o relatório britânico.



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“As variantes recombinantes não são uma ocorrência incomum, principalmente quando existem diversas variantes em circulação, e muitas foram identificadas ao longo da pandemia até o momento. Tal como acontece com outros tipos de variantes, a maioria morrerá relativamente rápido”, disse Susan Hopkins, consultora e médica-chefe da UKHSA no último relatório de análise destas variantes divulgado pelo órgão.
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