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Orientações para prevenir o contágio da Covid-19 e outras síndromes gripais durante o Réveillon

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Nenhuma festa vale o risco de perder uma vida Mas o risco de morrer é a única consequência que realmente deveria ficar na sua mente.
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A infecção causada pelo SARS-CoV-2 (COVID-19) pode cursar com quadros clínicos semelhantes à síndrome gripal, os quais podem se agravar para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

Conquanto, a infecção pode ter início no trato respiratório superior, mas pode disseminar-se e apresentar manifestações multissistêmicas, associadas ao risco alto de mortes e à possibilidade de sequelas.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 80% dos pacientes com a Doença pelo Novo Coronavírus (COVID-19) podem ser assintomáticos ou oligossintomáticos e, aproximadamente, 20% dos casos requerem atendimento hospitalar por apresentarem dificuldade respiratória, dos quais aproximadamente 5% podem necessitar de suporte ventilatório.

Os sinais e sintomas da COVID-19 podem ser confundidos com uma série de outras doenças comuns, principalmente, no período do outono-inverno que marca a sazonalidade do vírus influenza e do Vírus Sincicial Respiratório (VSR).

As condições clínicas de risco para o desenvolvimento de complicações incluem as pessoas com 60 anos ou mais; cardiopatia; diabetes mellitus; doença renal; doença neurológica; pneumopatia; imunodepressão e as gestantes de alto risco.

A transmissão deste vírus ocorre por meio de gotículas de secreção das mucosas oral e nasal e pode acontecer pelo contato direto com as secreções da pessoa infectada, pela tosse ou espirro, ou de forma indireta, pelo contato com superfícies contaminadas, quando se leva a mão ao nariz, olhos ou boca. Os sinais e sintomas de COVID-19 podem aparecer de dois a 14 dias após a exposição. A suscetibilidade é geral.



As estratégias recomendadas para a prevenção da propagação do SARS-CoV-2 são, de forma geral, análogas as já praticadas  para detectar e prevenir a propagação de outros vírus respiratórios, como o vírus influenza.



DEFINIÇÕES CASOS SUSPEITOS
SÍNDROME GRIPAL (SG): indivíduo com quadro respiratório agudo, caracterizado por febre, mesmo que relatada, acompanhada de tosse OU dor de garganta OU coriza OU dificuldade respiratória.
EM CRIANÇAS: considera-se também obstrução nasal, na ausência de outro diagnóstico específico.
EM IDOSOS: a febre pode estar ausente. Devem-se considerar também sinais e sintomas como síncope, confusão mental, sonolência excessiva, irritabilidade e inapetência.

SÍNDROME RESPIRATÓRIA AGUDA GRAVE (SRAG): Síndrome Gripal que
apresente: dispneia/desconforto respiratório OU pressão persistente no tórax OU saturação de O2 menor que 95% em ar ambiente OU coloração azulada dos lábios ou rosto.
EM CRIANÇAS: considerar também os batimentos de asa de nariz, cianose, tiragem intercostal, desidratação e inapetência.

SURTO DE SG EM COMUNIDADE FECHADA OU SEMIFECHADA:
Registro de ocorrência de dois casos suspeitos ou confirmados em um mesmo local e dentro do período de incubação considerado (2 a 14 dias).

CASOS CONFIRMADOS POR CRITÉRIO LABORATORIAL:

Caso suspeito de Síndrome Gripal (SG) ou Síndrome Respiratória Aguda Grave – SRAG com teste de:
 


Biologia molecular (RT-PCR em tempo real, detecção do vírus SARS-CoV2, influenza ou VSR):
»» COVID-19: com resultado detectável para SARS-CoV-2
»» Influenza: com resultado detectável para o vírus influenza.
»» Vírus Sincicial Respiratório: com resultado detectável para VSR.

Imunológico (teste rápido ou sorologia clássica para detecção de anticorpos):
»» COVID-19: com resultado positivo para anticorpos IgM e/ou IgG.
Em amostra coletada após o oitavo dia de início dos sintomas, e preferencialmente, após o 12º dia do início dos sintomas.

Surto de Síndrome Gripal (SG):

Resultado laboratorial positivo em, pelo menos, uma das amostras coletadas. 

CASOS CONFIRMADOS POR CRITÉRIO CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICO:

Caso suspeito de Síndrome Gripal (SG) ou Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) com histórico de contato próximo ou domiciliar, nos últimos 14 dias antes do aparecimento dos sintomas, com caso confirmado laboratorialmente para COVID-19, e para o qual não foi possível realizar a investigação laboratorial específica.

CASO DESCARTADO DE COVID:

Caso suspeito de Síndrome Gripal (SG) ou de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) com resultado laboratorial negativo para coronavírus (SARS-COV-2 não detectável pelo método de RT-PCR em tempo real), considerando a oportunidade da coleta OU confirmação laboratorial para outro agente etiológico.

Descarte de agente etiológico em um surto de SG

Resultado laboratorial negativo nas amostras coletadas, conservadas e transportadas de modo adequado ao laboratório. Nessa situação, todos os demais casos de SG relacionados ao surto (mesma cadeia de transmissão) deverão ser descartados por vínculo (critério clínico-epidemiológico).

NOTIFICAÇÃO E REGISTRO DOS CASOS

Os casos de Síndrome Gripal (SG), de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) hospitalizado, de óbito por SRAG (independente da hospitalização), e os surtos de SG devem ser notificados pela instituição à Vigilância Epidemiológica


-Códigos Internacionais de Doenças (CID-10):

SG e SRAG:

COVID-19: B34.2 – Infecção por coronavírus de localização não especificada, U04.9 – Síndrome Respiratória Aguda Grave.

Influenza: J10 (todos) Influenza devido ao vírus influenza identificado e J11 (todos) Influenza devido ao vírus influenza não identificado.

Surtos de SG: J06
 

Fatores de risco a considerar durante as festividades do Réveillon


Vários fatores podem contribuir com a probabilidade dos participantes se contaminarem e com isso haver disseminação viral da COVID-19 e  Influenza A H3N2 em grandes eventos de fim de ano. 

Em combinação, os seguintes fatores criarão quantidades maiores ou menores de risco: Confira aqui


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