SAMU e HEMOAL suspendem alimentação dos servidores; corte seria calote da SESAU a fornecedores
Os trabalhadores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e do Hemocentro de Alagoas (HEMOAL) foram surpreendidos com a suspensão do fornecimento de refeições durante a jornada de trabalho. Segundo as denúncias, o corte seria motivado pela falta de pagamento da Secretaria de Estado da Saúde (SESAU) aos fornecedores responsáveis pela alimentação.
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| Sala da direção do SAMU Maceió |
A situação foi constatada pelo Sindicato dos Servidores Públicos de Alagoas (SINDPREV-AL) durante visita ao SAMU-Farol, nesta quinta-feira (5). Para a entidade, o que se viu na unidade foi um retrato do aumento do caos na saúde estadual: além da interrupção das refeições, os profissionais enfrentam instalações degradadas.
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| José Carlos coordenador do SAMU ( Direita) |
Prédio insalubre, calor extremo e "vaquinha" por ventilador
O prédio do SAMU na rua Oldemburgo da Silva Parahos, no bairro do Farol, apresenta condições insalubres. Há lâmpadas queimadas nos dormitórios e vários aparelhos de ar-condicionado estão quebrados no refeitório, no descanso masculino e na Central de Material de Esterilização (CME).
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| Dormitório insalúbre no SAMU de Maceió |
Sem climatização, os servidores cumprem jornadas já excessivas expostos a calor intenso, o que provoca desgaste físico e psicológico e compromete as condições adequadas para o exercício das atividades. Nos ambientes mais críticos, os próprios trabalhadores se cotizam — fazem "vaquinha" — para comprar ventiladores, como relatado no descanso masculino e no refeitório.
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| Condicionador de ar quebrado |
HEMOAL repete o cenário, sem justificativa
No HEMOAL, as dificuldades se repetem. Conforme as denúncias apresentadas à entidade sindical, o fornecimento de refeições aos trabalhadores também foi suspenso durante o expediente, sem qualquer justificativa, ampliando o quadro de precarização nas unidades estaduais.
Sindicato vai ao Ministério Público
Diante dos relatos, o SINDPREV-AL anunciou que adotará as medidas cabíveis, com representações ao Ministério Público Estadual (MPE) e ao Ministério Público do Trabalho (MPT). A entidade pede a apuração dos fatos denunciados e a adoção das providências necessárias.
Fotos: SINDPREV-AL



