Movimento coletivo de obstetras em Alagoas anuncia desligamento de hospitais a partir de dezembro
Um movimento inédito e autônomo reuniu médicos obstetras contratados no estado de Alagoas, que formalizaram, nesta segunda-feira (3 de novembro de 2026), o pedido coletivo de desligamento de suas funções em importantes unidades hospitalares, incluindo a Maternidade Escola Santa Monica, o Hospital do Norte e o Hospital da Mulher. A rescisão dos serviços terá efeito a partir do dia 3 de dezembro de 2026.
De acordo com a notificação oficial, a medida drástica é uma resposta direta a uma série de irregularidades e insatisfações acumuladas pela categoria. Entre os principais motivos estão a aplicação de um desconto de 15% nos valores dos plantões sem qualquer justificativa ou acordo prévio, a ausência de reajustes remuneratórios há mais de dez anos e o receio generalizado de inadimplência por parte das instituições no mês de dezembro.
É importante destacar que essa articulação foi conduzida de forma unificada e independente pela própria classe médica. Não houve interferência ou orientação do Sindicato dos Médicos de Alagoas (SINMED-AL) na decisão, embora o sindicato e o Conselho Regional de Medicina do Estado de Alagoas (CREMAL) tenham sido formalmente comunicados sobre o desligamento, em estrito cumprimento às exigências éticas e legais da profissão.
Visando evitar uma descontinuidade abrupta na assistência e garantir a segurança dos pacientes, os profissionais estabeleceram um prazo de 30 dias de aviso prévio. Durante esse período de transição, os médicos se comprometem a manter os atendimentos de urgência e emergência, assegurando a incolumidade dos pacientes até que as diretorias dos hospitais possam reorganizar as escalas e efetivar a substituição das equipes.
