Flávio Bolsonaro publica nota e diz “não me arrependo de nada”; leia

✍️ Redação AR NEWS 24H ⏱️ 4 min de leitura
Flávio Bolsonaro publica nota e diz “não me arrependo de nada”; leia

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que deixou o Brasil e está nos Estados Unidos com a família após a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições de 2026, publicou neste domingo (1º/11) uma nota nas redes sociais em que volta a denunciar perseguição e ataca, sem citar o nome, um magistrado.

Na publicação intitulada "Nota ao Brasil", Flávio escreveu: "Ao menos estou em um país onde posso manifestar livremente minha opinião, não serei alvo de um juiz que acordou com vontade de fazer o mal e enviou a sua polícia à minha casa para revirar as calcinhas das minhas filhas na gaveta."

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A crítica é dirigida ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do inquérito que investiga Flávio e o advogado Willer Tomaz por suspeita de lavagem de dinheiro. Foi nesse processo que a Polícia Federal solicitou e Moraes autorizou o cancelamento dos passaportes brasileiros do senador.

O ministro também determinou a entrega do passaporte italiano até a manhã de terça-feira (27/10). Flávio não cumpriu a ordem, cruzou a fronteira com a Argentina naquela noite e seguiu para a Flórida com a família.

Na mesma nota, o senador reitera a narrativa de que sofre perseguição política. Ele afirma ter sonhado com "a mudança do nosso país para melhor" e que, "apenas sete minutos após o anúncio do resultado das eleições", já havia decisão judicial com medidas cautelares contra ele "com base em mentiras". "Isso não é democracia e está muito longe de ser um processo judicial justo e imparcial", escreveu.

Flávio também mencionou ter sido intimado na rua, ao sair da casa do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e criticou a cobertura de veículos de comunicação, como a Rede Globo.

A assessoria. Moraes foi procurada no domingo, mas não se manifestou. Na quarta-feira (28/10), o ministro havia divulgado nota negando a existência de decisão judicial de busca e apreensão contra Flávio.

É inteiramente falsa a informação veiculada sobre a existência de decisão judicial relativa a pedidos de busca e apreensão envolvendo o senador Flávio Bolsonaro. Esclarece-se que não houve qualquer manifestação, despacho ou decisão por parte do ministro Alexandre de Moraes ou do Supremo Tribunal Federal sobre essa matéria”, disse Moraes.

A defesa de Flávio já protocolou pedidos no STF para que Moraes seja declarado impedido de relatar o inquérito (com base em alegações de que o ministro teria usado o mesmo avião ligado ao caso) e para que o processo seja redistribuído ao ministro André Mendonça.

Os advogados também pedem a revogação das medidas cautelares, como o cancelamento dos passaportes, sem mencionar a saída do país.

Flávio Bolsonaro, que se declarou "líder do Brasil" e da oposição a partir dos Estados Unidos, tem mantido o discurso de que deixou o país para poder se manifestar livremente e contestar o resultado eleitoral e as decisões judiciais.

Eis a íntegra da nota publicada por Flavio:

NOTA AO BRASIL Fui procurado por vários veículos nesta semana, inclusive pela Rede Globo, que me convidou para uma entrevista exclusiva. Aceitei com uma condição simples: que fosse exibida na íntegra, sem cortes e sem temas proibidos. A emissora preferiu não seguir adiante.

Pelo que tudo indica, o Fantástico deste domingo vai exibir uma longa reportagem a meu respeito, sem me dar o direito de resposta. Se o maior grupo de comunicação do Brasil está com MEDO, não tem a menor condição moral de me julgar ou tentar destruir minha reputação.

Não saí do Brasil, saí pelo Brasil! Sonhei com a mudança do nosso país para melhor e, no domingo, apenas sete minutos após o anúncio do resultado das eleições, já havia uma decisão judicial com medidas cautelares contra mim, com base em mentiras.

Doze horas depois, e no meio da rua, fui intimado do início da perseguição, ao deixar a casa do Presidente Bolsonaro. Tudo diante do olhar lacrimejado de um pai, com comorbidades, que está condenado a mais de 27 anos de prisão — sem ter cometido crime algum — e que já sofre pela distância de outro filho que não vê há mais de um ano e meio, em função da perseguição ilegal e arbitrária que também sofre.

Isso não é democracia e está muito longe de ser um processo judicial justo e imparcial.

Fui candidato à Presidência enfrentando todo um sistema que quer que as coisas continuem como estão no Brasil: ótimas para eles, mas muito piores para você.

Não há remédio eficaz no Brasil para cessar violações a Direitos Humanos.” (Cristiano Zanin, em 7/ago/2016).

Nos próximos dias, vou conversar com grandes veículos nacionais e internacionais. Sem cortes, sem filtro. Quem quiser ouvir, ouvirá o que ninguém mais pode dizer estando no Brasil.

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