Boletim Epidemiológico: Circulação de Arbovírus e Avanço do Vírus do Nilo Ocidental até Setembro de 2026
Arbovírus na Itália: Dengue, chikungunya e vírus do Nilo Ocidental
Dados do Instituto Superior de Saúde (ISS) revelam o perfil dos casos de Dengue, Chikungunya, Zika e, principalmente, o impacto contínuo do Vírus do Nilo Ocidental no território.
Período de análise: 1º de janeiro a 8 de setembro de 2026
O sistema nacional de vigilância do Instituto Superior de Saúde (ISS) divulgou um panorama atualizado sobre a circulação de arbovírus no país. Os dados apontam para um cenário misto: enquanto a Dengue, a Chikungunya e o Zika vírus apresentam números controlados e forte ligação com viagens internacionais, o Vírus do Nilo Ocidental (VNO) continua a se expandir geograficamente, representando o principal desafio de saúde pública no período.
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| Análise comparativa: Casos de Vírus do Nilo Ocidental superam números de 2025 no mesmo período |
Dengue, Chikungunya e Zika: Predomínio de Casos Importados
No que tange à Dengue, foram registrados 265 casos confirmados. Destes, apenas 24 foram classificados como autóctones (de transmissão local). A vasta maioria dos casos está associada a viagens ao exterior, com destaque para as Maldivas, que responderam por 56% das exposições. Não houve registro de óbitos.
Para a Chikungunya, o sistema de vigilância identificou 25 casos confirmados. Apenas um foi de transmissão local, enquanto os demais foram importados, sendo que 42% dos pacientes tiveram exposição nas Seychelles. Assim como na dengue, não houve mortes. Já o Zika vírus teve apenas 3 casos confirmados, todos relacionados a viagens ao exterior, também sem óbitos.
Vírus do Nilo Ocidental (VNO): O Principal Desafio Epidemiológico
O cenário do Vírus do Nilo Ocidental exige atenção redobrada. No período analisado, foram confirmados 594 casos de infecção pelo VNO em humanos, distribuídos da seguinte forma:
- 306 casos neuroinvasivos (a forma mais grave da doença), incluindo 5 casos importados (provenientes das Maldivas, França, Bélgica, Grécia e Holanda);
- 202 casos febris (incluindo 1 caso importado de Burkina Faso);
- 81 casos assintomáticos, identificados exclusivamente por meio de triagem em doadores de sangue;
- 4 casos com outras manifestações de sintomas;
- 1 caso assintomático adicional (fora do grupo de doadores).
Mortalidade e Expansão Geográfica
O VNO resultou em 41 óbitos confirmados (incluindo um paciente com caso importado). A taxa de letalidade (CFR), calculada especificamente sobre as formas neuroinvasivas autóctones confirmadas, ficou em 13,3%. Embora ainda seja um número expressivo, representa uma leve redução em comparação aos 15,0% registrados no mesmo período de 2025.
A circulação do vírus continua a se expandir pelo território. Atualmente, a presença do VNO já foi demonstrada em 79 províncias, distribuídas em 19 regiões. Este é um aumento em relação ao boletim anterior, que apontava 75 províncias afetadas.
Nota Comparativa: Para fins de análise histórica, no mesmo período do ano passado (2025), foram notificados 582 casos e 39 óbitos. Isso indica que, apesar da leve queda na letalidade, o volume total de casos e a área de circulação do vírus continuam em trajetória de alta.
Fontes e Referências
- Instituto Superior de Saúde (ISS) — Boletim Integrado de Vigilância de Arbovírus, Setembro de 2026.
- Dados consolidados do sistema nacional de vigilância epidemiológica (1º de janeiro a 8 de setembro de 2026).
