Região genital é principal local de lesões em pacientes com mpox em SP
A capital paulista acumula 118 diagnósticos confirmados de mpox ao longo de 2026, segundo levantamento divulgado pela Secretaria Municipal da Saúde. O levantamento, que considera o intervalo entre 1º de janeiro e 10 de setembro, aponta também 422 notificações descartadas e nenhuma morte vinculada à doença até a data da publicação.
O perfil dos infectados revela uma notável disparidade de gênero. Entre os pacientes confirmados, 114 são do sexo masculino — o que representa 96,61% do total. Já o universo feminino aparece com três registros, equivalente a 2,54%. O documento alerta que a soma parcial indica a possibilidade de atualizações futuras ou de fichas ainda incompletas no sistema de vigilância epidemiológica.
Quanto à idade, o acometimento se concentra entre adultos na faixa dos 30 aos 49 anos. Entre os homens, são 56 casos na década de 30 a 39 anos e 35 casos entre 40 e 49 anos. Nessa primeira faixa, houve ainda uma paciente do sexo feminino. Pessoas entre 19 e 29 anos também integram o rol de infectados, assim como indivíduos de 10 a 18 anos e de 50 a 59 anos. Não houve incidência registrada em crianças menores de 10 anos, nem entre idosos com 60 anos ou mais.
Do ponto de vista clínico, a área genital se destacou como o principal sítio de lesões, atingindo 61% dos doentes. Outras regiões do corpo também foram acometidas: o tronco aparece em 43,2% dos casos; os membros superiores, em 29,7%; a face, em 28%; e a região anal, em 27,1%. Manifestações cutâneas foram observadas, ainda, em pernas, mãos, pés e cavidade oral, demonstrando a variedade de apresentações possíveis da doença e a necessidade de atenção médica diante de qualquer alteração suspeita.
O sintoma mais relatado continua sendo a febre, presente em 49,2% das notificações. O aumento dos linfonodos aparece em segundo lugar, com 40,7%. Mialgia foi registrada em 28,8% dos pacientes, enquanto cefaleia e astenia aparecem empatadas com 26,3% cada. Dor na coluna foi referenciada por 10,2% das pessoas infectadas.
Geograficamente, a região Centro lidera o número de ocorrências, com 46 casos. Na sequência, destacam-se a zona Sudeste, com 24, e as regiões Oeste e Sul, ambas com 15. A Leste registrou nove casos, e a Norte, sete. As autoridades ressaltam que esses números podem mudar conforme novas investigações sejam concluídas.
A ausência de óbitos no período não diminui a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento das unidades de saúde. O reconhecimento das lesões e dos sinais clínicos deve levar o paciente imediatamente a uma unidade de atendimento para avaliação profissional.
Fonte: Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo — Centro de Vigilância Epidemiológica de São Paulo (CeVeSP), boletim de mpox com dados atualizados em 10 de setembro de 2026.
