
O governo Trump está redirecionando US$ 52 milhões em ajuda militar de países da Europa e do Oriente Médio para apoiar governos alinhados aos EUA nas Américas. O Departamento de Estado americano notificou o Congresso na terça-feira que desviaria os fundos do Iraque, da Tunísia e dos membros da OTAN, Eslováquia e Macedônia do Norte, para a Colômbia, o Equador, o Peru e o Panamá. O Departamento de Estado afirmou que o financiamento seria destinado ao combate ao "narcoterrorismo em nosso quintal" e para ajudar a "continuar a garantir a segurança do Canal do Panamá", acrescentando que isso "impediria que adversários estabelecessem bases estratégicas em nosso hemisfério".
Os países afetados ainda devem receber alguma assistência, apesar da mudança, embora o valor exato não esteja claro. Trump tem voltado cada vez mais sua atenção para as Américas desde seu retorno à Casa Branca em janeiro de 2025, realizando ataques a supostos barcos de narcotráfico vindos da região e lançando uma operação para capturar o ex-líder venezuelano Nicolás Maduro. Ele também buscou obter acesso à indústria petrolífera da Venezuela, fechando um importante acordo petrolífero com Caracas em agosto. Mas Trump também trabalhou para estreitar laços com governos que considera alinhados aos seus objetivos, buscando consolidar a presença dos EUA na região. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, fez uma viagem à América do Sul na semana passada como parte dessa iniciativa, reunindo-se com os líderes conservadores do Peru, Colômbia e Equador para prometer mais apoio e cooperação.
Na Europa, no entanto, Trump não escondeu seu desejo de reduzir a influência dos EUA. Em agosto, o Departamento de Estado anunciou planos para um pacote de segurança de US$ 1 bilhão para o governo de direita do novo presidente colombiano, Abelardo de la Espriella. O gabinete do porta-voz do departamento afirmou que o pacote visa ajudar Washington e Bogotá a alcançar "nossos objetivos comuns."

Trump sempre elogiou de la Espriella, chamando-o de "líder inteligente, forte e firme" e prometendo "todo o apoio e força dos Estados Unidos".
