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Os Estados Unidos afirmaram que a Ucrânia e a Rússia querem pôr fim à guerra, mas não têm "a fórmula certa".

✍️ Redação AR NEWS 24H ⏱️ 4 min de leitura
Os Estados Unidos afirmaram que a Ucrânia e a Rússia querem pôr fim à guerra, mas não têm "a fórmula certa".
Um tanque ucraniano da 17ª Brigada de Tanques dispara contra posições russas em Chasiv Yar, palco de intensos combates com tropas russas na região de Donetsk, na Ucrânia, na quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024.

O enviado especial dos EUA e genro do presidente Donald Trump, Jared Kushner, afirmou que a Ucrânia e a Rússia buscam uma solução negociada para a guerra e declarou que as conversas exigem "encontrar a fórmula certa" para avançar. O enviado viajou a Kiev e Moscou no último fim de semana para retomar as negociações com o objetivo de pôr fim à invasão que começou em 2022. "Estamos muito empenhados em encontrar uma solução, e o presidente Trump também", disse ele. "Steve Witkoff, o enviado especial do presidente, e eu também". "Pelo que vimos e ouvimos, o presidente Volodymyr Zelensky está muito empenhado, assim como o presidente Vladimir Putin", declarou Kushner por videoconferência durante a Conferência de Estratégia Europeia de Yalta, em Kiev.

Kushner observou que qualquer acordo final requer consultas detalhadas com ambos os lados, uma definição precisa dos termos e o impulso político necessário para concretizá-lo. "É preciso haver consultas detalhadas com as partes, uma definição de como será o acordo e, então, o impulso necessário precisa ser gerado ou encontrado", afirmou. O enviado alertou que o processo poderia fracassar se as partes não chegarem ao entendimento necessário após as negociações. "Se você trabalhou com ambos os lados, mas não gerou o ímpeto necessário, então não encontrará a oportunidade e não a alcançará", enfatizou. Kushner expressou otimismo quanto à possibilidade de se chegar a uma solução juntamente com o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff. Ambos buscam "encontrar a fórmula certa que, com sorte, funcione para todos e nos permita avançar" após mais de quatro anos de conflito.

Kushner e Witkoff viajaram a Moscou em 5 de setembro, onde se encontraram com o presidente russo, Vladimir Putin. No dia seguinte, reuniram-se com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em Kiev. O conselheiro presidencial russo, Yuri Ushakov, também informou que Putin e Trump conversaram por telefone em 8 de setembro. O ocupante da Casa Branca disse a seu equivalente russo, Vladimir Putin, que busca um fim rápido para a guerra, pois tal desfecho permitiria a normalização completa das relações entre Washington e Moscou, segundo o Kremlin. Durante a conversa, os líderes também discutiram os esforços dos enviados americanos, bem como as trocas de prisioneiros e a situação militar. No sábado, Zelensky rejeitou a ideia de que a guerra com a Rússia pudesse terminar com uma solução "ganha-ganha" e exigiu garantias de segurança para seu país caso Moscou mantenha seus objetivos territoriais.

"Não existe uma situação ganha-ganha nesta guerra. Não pode ser assim, porque houve muitas perdas humanas. A paz é uma vitória em comparação com a guerra, mas já tínhamos paz antes desta guerra, e é por isso que não tenho certeza se é uma situação ganha-ganha". "Ganha-ganha."

A Rússia descartou um encontro entre Putin e Zelensky. O Kremlin descartou um encontro entre os dois líderes durante a cúpula do G20, agendada para meados de dezembro em Miami, no sábado, reiterando que Moscou está considerando apenas um possível encontro na capital russa. "É impossível", respondeu o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, quando questionado pela AFP sobre a proposta ucraniana de um encontro bilateral em solo americano. Peskov afirmou que, se Zelensky "realmente quiser se encontrar com Putin, pode vir a Moscou, como Putin já disse".

A condição de que a reunião seja realizada na capital russa é a única proposta formal apresentada pelo Kremlin. Antes dessas declarações, o conselheiro presidencial russo Yuri Ushakov disse ao jornal Izvestia que a possível presença de Putin na cúpula do G20 também estava indefinida. "Quanto à possibilidade da viagem de Putin, ainda nem discutimos isso", declarou.

Ushakov observou que os preparativos da Rússia para a cúpula estão progredindo apenas no nível técnico e de especialistas. Zelensky levantou a possibilidade de participar de uma reunião de líderes nos Estados Unidos, caso Putin o convidasse. O presidente ucraniano respondeu "Claro" quando a emissora alemã DW lhe perguntou se participaria, afirmando que é necessário "encontrar, conversar e tomar decisões".

O chefe de Estado fez essas declarações da base aérea canadense em North Bay, onde treinava com pilotos ucranianos.

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