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Emendas parlamentares no Orçamento de 2027 podem chegar a R$ 57,5 bilhões

✍️ Redação AR NEWS 24H ⏱️ 3 min de leitura
Emendas parlamentares no Orçamento de 2027 podem chegar a R$ 57,5 bilhões
Administração pública - geral - economia - orçamento - contas públicas - tributos - reforma

Para 2026 foram aprovados R$12,1 bilhões em emendas de comissões permanentes da Câmara e do Senado.

As emendas parlamentares ao Orçamento de 2027 (PLN 24/26) poderão atingir até R$57,5 bilhões. Em 2026, elas somaram cerca de R$50 bilhões, mas é preciso levar em conta que R$3,9 bilhões reservados para as emendas de bancadas estaduais foram remanejados para o Fundo Eleitoral.

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Portanto, o crescimento das emendas seria de quase 7%, um pouco menor que o aplicado para o conjunto das despesas pelas regras do arcabouço fiscal. O total estimado para as emendas representa pouco mais de 25% das despesas não obrigatórias do governo federal – ou seja, custeio e investimentos.

Com as emendas, os parlamentares destinam recursos para obras em estados e municípios, mas a maior parte é alocada para a área de saúde.

Na proposta orçamentária, o Executivo reservou R$44,8 bilhões para as emendas individuais e de bancadas estaduais, que são as emendas de execução obrigatória. Foi feita uma correção dos valores de acordo com regra fixada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino.

Pela regra, a correção das emendas deve levar em conta o menor valor entre o reajuste fixado pelo arcabouço fiscal para o limite de gastos total, a variação da receita corrente líquida e o crescimento das despesas não obrigatórias. De acordo com o diretor da Consultoria de Orçamento da Câmara, Graciano Rocha Mendes, o reajuste do arcabouço foi o menor.

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O governo fez esta comparação entre os critérios e considerou que o ajuste pela regra do teto de gastos, que é a reposição de inflação com um ganho real calculado, seria conforme essa decisão do ministro Flávio Dino. Então a gente tem as emendas ainda crescendo, só que em ritmo de aceleração mais controlado porque o critério menor de crescimento é o levado em conta a cada ano", explicou.

Além disso, para 2026 também foram aprovados R$12,1 bilhões em emendas de comissões permanentes da Câmara e do Senado. Pela Lei Complementar 210/24, a correção desse valor deve ser feita pelo IPCA acumulado até junho deste ano, ou 4,64%. Portanto, essas emendas poderiam ser de até R$12,7 bilhões.

Como o valor das emendas de comissão não está na proposta orçamentária, o Congresso terá que decidir se vai retirar esse total de outras ações.

O governo até prevê uma "folga" de R$10,1 bilhões no alcance da meta fiscal de 2027, que é de um superávit (receitas maiores que despesas) de R$73,2 bilhões. Mas o arcabouço também tem um teto de gastos de R$2.576,5 bilhões. Além disso, o governo quer obter um superávit "efetivo" – sem contar as deduções legais de algumas despesas – de R$18,6 bilhões.

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Graciano afirma que o superávit é pequeno e pode ser desfeito por alguma frustração de receitas, por exemplo. Mas classificou a sinalização de contas equilibradas como "positiva".

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