
Um surto de salmonela no Hospital Geral da Cidade do México deixou 135 médicos doentes, sendo que 41 deles precisaram ser hospitalizados, incluindo 15 que estão na unidade de terapia intensiva.
Os médicos começaram apresentando sintomas na semana passada, mas as autoridades inicialmente os ignoraram, segundo uma fonte citada pelo jornal Reforma. No entanto, com o aumento do número de médicos que relataram dor abdominal, diarreia, febre baixa e vômitos, foi realizada uma investigação.
A origem da infecção foi rastreada até um restaurante dentro do hospital, administrado pela empresa terceirizada Restaurantes Grogi, especializada em serviços de alimentação e catering. A maioria dos médicos residentes do hospital costumava comer lá, embora o restaurante já tenha sido fechado. (Facebook).
O refeitório do hospital foi finalmente fechado na segunda-feira, após a confirmação de infecção bacteriana e coinfecção por E. coli, mas os administradores estão sendo criticados por ignorarem as reclamações iniciais.
Reforma relatou que, como resultado do atraso no atendimento, o estado de saúde de vários médicos piorou, com alguns desenvolvendo insuficiência renal e choque hipovolêmico.
Um abrigo que antes abrigava familiares de pacientes internados por longo período foi convertido em uma enfermaria para médicos doentes. A área estava fechada desde o início da pandemia de COVID-19, mas, como o pronto-socorro estava lotado, foi reaberta.
Autoridades citadas pelo jornal El País disseram que todos os afetados receberam atendimento médico e estavam em condição estável, embora 41 permanecessem hospitalizados na quinta-feira.
O Ministro da Saúde, Dr. David Kershenobich, minimizou as notícias de que médicos foram internados em unidades de terapia intensiva, afirmando na sexta-feira que isso "não estava relacionado à gravidade dos sintomas, mas sim à necessidade de disponibilizar qualquer espaço disponível para receber a equipe e hidratá-la".
O hospital possui dois refeitórios, um para a equipe de saúde e funcionários, e outro para médicos residentes, que é terceirizado. Análises preliminares sugerem que ovos contaminados causaram a infecção.
Assim que a origem do surto foi confirmada, os administradores do hospital ordenaram a suspensão do serviço de alimentação terceirizado.
A gerência está ativamente buscando e monitorando aqueles que possam ter sido expostos aos alimentos contaminados.
O jornal El Financiero noticiou que a Restaurantes Grogi, uma empresa comercial de serviços de alimentação e catering, detém o contrato de preparação de alimentos para o salão de jantar que foi fechado.
A empresa detém dois contratos federais no valor de mais de 333 milhões de pesos ($19,7 milhões) para administrar refeitórios hospitalares. Os contratos exigem que a empresa realize testes bacteriológicos de rotina em todos os alimentos preparados.
