
Virginia Fonseca, Ana Castela, Juliana Paes e Nicole Kidman têm algo em comum nas imagens que circulam nas redes sociais: a musculatura dos braços ganhou destaque. O visual, associado a uma aparência mais firme e marcada, também alimenta uma dúvida recorrente entre quem pratica atividade física: até que ponto a definição depende do treino e o que mais interfere no contorno dessa parte do corpo? Virgínia Fonseca, Lauana Prado e mais famosas A resposta passa por uma combinação de fatores. O volume muscular é apenas um deles. Quantidade de gordura, estrutura da pele, genética, idade e histórico de variações de peso também influenciam o resultado. Por isso, duas pessoas que seguem rotinas semelhantes de exercícios podem apresentar contornos bastante diferentes. Nicole, por exemplo, chamou atenção recentemente ao aparecer com os braços à mostra em um evento.
Aos 59 anos, a atriz reacendeu nas redes uma discussão que vai além da musculação: como o envelhecimento modifica a aparência dos tecidos e quais são os limites dos exercícios quando a queixa está relacionada à pele. Juliana Paes, Nicole Kidman, Virginia Fonseca e Ana Castela: por que os braços musculosos das famosas chamam tanta atenção? Getty Images Músculo e flacidez são questões diferentes O desenvolvimento muscular pode deixar o contorno mais marcado, mas não elimina necessariamente a flacidez cutânea. Com o passar dos anos, a pele perde parte de colágeno, elastina e capacidade de sustentação, processo que pode acontecer mesmo em pessoas fisicamente ativas. "Com o envelhecimento, a pele perde gradualmente colágeno, elastina e parte da capacidade de sustentação. Isso pode favorecer a flacidez mesmo em pessoas que praticam atividade física regularmente.
Por isso, quando observamos um braço definido, existe uma combinação entre musculatura, composição corporal e qualidade dos tecidos. Uma pessoa pode ter músculos desenvolvidos e ainda apresentar algum grau de flacidez", explica o dermatologista Gustavo Saczk. Quando a principal queixa está relacionada à qualidade da pele, procedimentos dermatológicos podem ser considerados. Entre eles estão os bioestimuladores de colágeno, que têm como objetivo estimular uma resposta do próprio organismo. "Podemos utilizar bioestimuladores de colágeno corporal em regiões como a face interna dos braços, especialmente quando existe flacidez leve ou moderada. Esses tratamentos estimulam a produção de colágeno e podem melhorar a firmeza e a qualidade da pele." A indicação, entretanto, precisa ser individualizada e depende do grau de flacidez e das características de cada paciente".
O exercício atua principalmente sobre a musculatura e a composição corporal. Já os tratamentos dermatológicos podem atuar sobre a qualidade e a firmeza da pele. São estratégias diferentes e, em alguns casos, podem ser complementares. Nenhum procedimento estético substitui a atividade física quando o objetivo é desenvolver musculatura." Quando existe excesso de pele Há ainda situações em que a questão não está apenas na elasticidade dos tecidos. Depois de um emagrecimento significativo, por exemplo, pode haver sobra de pele suficiente para alterar o contorno da região. Nesse caso, aumentar a massa muscular ou reduzir gordura não necessariamente resolve a queixa. A cirurgiã plástica Alessandra Martinelli diz que é preciso identificar a origem da alteração antes de definir uma estratégia. "Precisamos identificar o que realmente está causando a alteração do contorno corporal.
Em alguns pacientes, a combinação entre redução de gordura e ganho de massa muscular pode produzir uma transformação importante. Em outros, existe um excesso significativo de pele, que não será eliminado apenas com exercícios ou tratamentos não cirúrgicos", destaca. A diferença é importante porque cada situação responde de uma maneira. Quando há sobra de tecido mais expressiva, procedimentos cirúrgicos podem ser avaliados. Em quadros mais leves, outras abordagens podem entrar na discussão. "Quando existe excesso de pele importante, principalmente após grandes emagrecimentos, os procedimentos cirúrgicos podem ser considerados. A cirurgia permite retirar o tecido excedente e redefinir o contorno da região. Já nos casos de flacidez mais leve, podemos avaliar alternativas menos invasivas, dependendo da qualidade da pele e da expectativa do paciente", observa.
Onde entram as tecnologias Equipamentos voltados à retração dos tecidos e ao estímulo de colágeno também podem fazer parte da abordagem, sobretudo quando a alteração não é tão acentuada. "Hoje temos diferentes tecnologias que podem estimular a retração dos tecidos e a produção de colágeno." Elas podem ser utilizadas isoladamente em casos selecionados ou associadas a procedimentos cirúrgicos para potencializar determinados resultados. Mas é importante deixar claro que tecnologia não substitui uma cirurgia quando existe uma quantidade significativa de pele excedente Mais do que seguir uma referência vista nas redes sociais, a avaliação deve considerar a estrutura de cada corpo. A aparência da região é resultado da interação entre musculatura, gordura e características dos tecidos, além de fatores como genética, idade e histórico de peso.
"O corpo de uma celebridade não deve ser utilizado como parâmetro para determinar qual resultado é considerado ideal. Cada pessoa possui uma estrutura corporal, uma qualidade de pele e uma distribuição de gordura diferentes." A avaliação médica serve justamente para entender o que é possível alcançar com segurança e qual tratamento faz sentido para cada caso