O dilema da imigração nos EUA
Assim, para preservar um espírito americano que se define como pró-riqueza e pró-família, a política de imigração precisa ser liberal, permitindo a entrada de talentos e trabalhadores que reforcem a competitividade global do país. Tyler Cowen, economista da Universidade de Michigan, tem defendido essa perspectiva ao apontar que a diminuição abrupta do fluxo migratório está comprometendo o potencial de crescimento dos EUA. Segundo dados recentes, a migração interna líquida caiu de 2,7 milhões em 2024 para apenas 1,3 milhão em 2025, reflexo não só das restrições às passagens ilegais, mas também de políticas que desincentivam a entrada de imigrantes legais.
Cowen argumenta que, ao restringir a oferta de mão de obra qualificada e de baixa qualificação, o país corre o risco de enfrentar escassez de trabalhadores em setores essenciais, aumento da pressão sobre a seguridade social e redução da dinamização demográfica. Para ele, a solução reside em adotar um regime migratório mais aberto, que combine critérios de mérito com mecanismos de integração, garantindo que a força de trabalho continue a crescer em número e em diversidade de habilidades, sustentando assim a competitividade econômica e a coesão social americana.
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