Contexto e estratégia de monetização
Meg Bonnie, mãe solteira de 21 anos residente em Nottingham, afirma que começou a sentir “ódio online” quando seus seguidores perceberam que ela recebia Crédito Universal após completar 18 anos, em 2023. Segundo a própria, o primeiro vídeo que abordou o tema – anunciando que teria um segundo filho beneficiado em 2025 – ultrapassou oito milhões de visualizações e lhe rendeu quase £ 2 000.
Ela admite que utiliza a discrepância para “gerar renda”, explorando o ódio que recebe de internautas. “Quando eu era bebê, muitas pessoas me faziam perguntas e eu respondia. Com o tempo, perceberam que eu não trabalhava e vivia de Crédito Universal, e foi aí que começou todo o ódio”, contou Bonnie. “Decidi então transformar esse ódio em dinheiro, postando vídeos que provocam reações fortes”. Em sua biografia do TikTok, a influenciadora se descreve como “ragebaiter em meio período”. Ela relata que o vídeo que alcançou oito milhões de visualizações gerou pouco menos de £ 2 000, enquanto outro conteúdo recente rendeu cerca de £ 700. Bonnie afirma que o algoritmo favorece vídeos que provocam comentários intensos, aumentando a exposição e, consequentemente, a receita.
Reações e desdobramentos
Os comentários dos usuários variam entre apoio e crítica. Um internauta, médico, escreveu: “Você receberá mais do que eu a partir de agosto”. Outro acusou a criadora de usar os filhos como isca de raiva para engajamento. “Entendi. É uma isca de raiva, mas eu nunca usaria meus filhos para atrair alguém nas redes sociais”, afirmou. Há quem reconheça a dificuldade de conciliar maternidade e trabalho: “Sorte sua! Trabalho 60 horas por semana e não ganho tanto por mês”. Já uma mãe que também trabalha declarou que não se sente incomodada: “Como mãe que trabalha, isso não me incomoda em nada. Crianças bem cuidadas!”. Apesar de dizer que tem “pele dura” diante dos trolls, Bonnie reconhece que deseja abandonar a estratégia de gerar ódio por dinheiro.
“Tentei me afastar um pouco disso e voltar a deixar as mães contentes, porque perdi a alegria por um tempo”, afirmou, descrevendo alguns vídeos como sátiras. A polêmica levanta questões sobre a ética da monetização de benefícios sociais nas redes sociais e o impacto das plataformas digitais na percepção pública sobre programas de assistência.
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