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Os tempos de espera nos EUA para cirurgias de câncer estão ficando cada vez mais longos

📅 13 de agosto de 2026⏱ 2 min de leitura🌐 Traduzido e adaptado
Os tempos de espera nos EUA para cirurgias de câncer estão ficando cada vez mais longos
Os tempos de espera nos EUA para cirurgias de câncer estão ficando cada vez mais longos

Os pacientes com câncer nos Estados Unidos têm enfrentado um aumento constante nos tempos de espera para cirurgia ao longo da última década, segundo pesquisa publicada na JAMA Surgery. O estudo analisou mais de 2,7 milhões de casos de câncer não metastático em estágio I‑III, diagnosticados entre 2012 e 2023, e focou em seis tipos de tumor – mama, cólon, pulmão, pâncreas, gástrico e esôfago. Dividindo o período em quatro blocos (2012‑2015, 2016‑2019, 2020‑2021 e 2022‑2023), os pesquisadores observaram que, independentemente da localização do tumor, os pacientes passaram a aguardar mais tempo antes de receber a intervenção cirúrgica. Essa métrica, considerada central para a qualidade dos cuidados de saúde, tem sido associada a piora nos índices de sobrevivência, além de elevar a ansiedade e a angústia dos pacientes.

Crescimento dos intervalos de espera

Para o câncer de mama, a espera média subiu de 34 dias no primeiro bloco para 45 dias no último, representando um aumento de quase 33 %. No caso do câncer de cólon, o intervalo passou de 20 para 31 dias, enquanto o de pulmão avançou de 41 para 53 dias. O pâncreas registrou crescimento de 23 para 32 dias, o gástrico de 35 para 49 dias e o esôfago de 38 para 48 dias. Além da elevação média, as proporções de pacientes que aguardaram 30 dias ou mais – e, sobretudo, 60 dias ou mais – aumentaram de forma significativa em todas as categorias. Esse padrão emergiu à medida que os sistemas de saúde se consolidaram em centros de grande volume, concentrando maior número de casos em instituições acadêmicas que, embora ofereçam cuidados de alta qualidade, podem gerar gargalos operacionais.

Desigualdades e caminhos para a melhoria

A pesquisa aponta que o prolongamento dos tempos de espera afeta desproporcionalmente grupos socioeconômicos vulneráveis, como pacientes sem seguro ou cobertos pelo Medicaid, pessoas negras, de baixa renda e residentes em áreas distantes dos centros de tratamento. Os autores sugerem que a centralização pode ser otimizada ao ampliar a capacidade de agendamento, melhorar os fluxos de encaminhamento e priorizar casos complexos para hospitais de grande porte, evitando que procedimentos rotineiros – como cirurgia conservadora da mama ou colectomia simples – sejam desviados para esses locais, o que poderia gerar atrasos evitáveis sem benefício clínico proporcional. Implementar essas medidas poderia reduzir as filas, melhorar a equidade no acesso e preservar os ganhos de qualidade associados aos centros especializados.

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Nota do editor: O AR NEWS 24H publica conteúdos baseados em fontes externas. As informações e opiniões presentes no material original são de responsabilidade de seus respectivos autores. Este conteúdo foi traduzido e adaptado para o português do Brasil com o auxílio de ferramentas automatizadas.

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