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Os Estados Unidos alertaram o Irã sobre um isolamento econômico "como nunca antes visto" devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz.

📅 13 de agosto de 2026⏱ 3 min de leitura🌐 Traduzido e adaptado
Imagem ilustrativa — AR NEWS 24H

Isolamento econômico e sanções

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, advertiu nesta quinta‑feira que o Irã enfrentará um isolamento econômico sem precedentes caso mantenha o bloqueio de fato do Estreito de Ormuz. Em entrevista à rede Newsmax, Bessent afirmou que a pressão internacional será intensificada na próxima semana, anunciando novas sanções que combinarão a asfixia financeira com o fechamento do acesso marítimo, estratégia que ele comparou aos bloqueios impostos a Havana e Caracas. “A Venezuela entrou em colapso imediatamente quando impusemos o bloqueio”, lembrou o funcionário da administração Trump, indicando que o mesmo efeito pode ser reproduzido sobre a república islâmica.

O vice‑presidente JD Vance, ao falar na Fox News, reiterou que o objetivo número um é manter o petróleo e o gás baratos para os americanos, enquanto o objetivo número dois consiste em impedir que o Irã obtenha uma arma nuclear. Em resposta, o chefe recém‑nomeado da unidade paramilitar Basij declarou que o estreito está sob controle iraniano, contrapondo‑se à afirmação de Donald Trump de que os EUA mantêm controle total sobre a rota estratégica. Dados da empresa de rastreamento Kpler mostraram que, nas últimas 24 horas, 14 navios cruzaram a área, sendo 11 dentro da faixa que Teerã considera sob sua gestão, ao passo que o estreito de Bab el‑Mandeb registrou 40 travessias, inclusive de embarcações “fantasmas” não reconhecidas oficialmente.

Nova força de drones dos EUA

Paralelamente, o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) anunciou a criação da Task Force Falcon Strike, primeira força multinacional de drones de ataque da história americana, destinada a integrar parceiros regionais no desenvolvimento e uso de sistemas não tripulados durante o confronto com o regime iraniano. Segundo comunicado divulgado em Tampa, Flórida, a unidade operará drones de ataque de uso único, capazes de ser lançados a partir do ar, da superfície do mar e do ambiente subaquático, ampliando o sucesso da Força‑Tarefa Scorpion Strike, que já realizou o primeiro lançamento de um drone de ataque aéreo a partir de navio de guerra da Marinha dos EUA em dezembro passado e utilizou veículos marítimos não tripulados contra instalações portuárias iranianas em Julho. O almirante Brad Cooper, comandante do CENTCOM, destacou que a Falcon Strike fortalecerá as alianças sólidas e a integração de capacidades conjuntas, embora ainda não tenha especificado quais dos 21 países sob sua responsabilidade participarão formalmente. Os drones permanecem centrais na estratégia militar americana; em fevereiro, o Departamento de Guerra estabeleceu a meta de produzir 300 mil unidades até 2027, com custo unitário entre 2 300 e 5 000 dólares, meta reforçada por ordem executiva assinada por Donald Trump em 2025 para acelerar a produção nacional. (Com informações da AFP)

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