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O Conselho Constitucional anulou a lei que proibia menores de usar redes sociais.

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O Conselho Constitucional anulou a lei que proibia menores de usar redes sociais.

O Conselho Constitucional anulou a lei que proibia menores de usar redes sociais.

📅 14 de agosto de 2026⏱️ 3 min de leitura

PARIS — O Conselho Constitucional divulgou na sexta-feira sua decisão sobre a lei que proíbe o uso de redes sociais por menores e anunciou a revogação do Artigo 1º, que estabelece a proibição para menores de 15 anos. Na prática, a decisão torna obsoleto o principal objetivo dessa lei, defendida há vários anos pelo Presidente da República. Em seu acórdão, os juízes do Conselho consideram que este artigo, ao estabelecer uma proibição "geral" do uso de redes sociais para menores de 15 anos, constitui "uma restrição desproporcional à liberdade de expressão e comunicação" que não é "apropriada, necessária e proporcional ao objetivo pretendido": o de proteger os menores online.

"A proibição estabelecida pela lei provavelmente se aplicará a serviços de comunicação online para os quais os riscos à saúde e segurança dos menores não foram comprovados", afirmou ainda o Conselho Constitucional, enfatizando a imprecisão em torno do alcance do artigo. "A proibição estabelecida pela lei provavelmente se aplicará a serviços de comunicação online para os quais os riscos à saúde e segurança dos menores não foram comprovados", afirmou ainda o Conselho Constitucional, enfatizando a imprecisão em torno do alcance do artigo. " O risco foi levantado durante a análise do projeto de lei pelo Senado, com alguns membros da câmara alta tentando impor a criação de uma "lista negra" que definiria com mais precisão as plataformas afetadas por essa restrição de idade para menores de 15 anos – evitando, assim, o risco de censura pelo Conselho Constitucional.

Esse elemento do projeto foi removido durante a análise pela Comissão Mista para garantir sua conformidade com a legislação europeia. O Conselho Constitucional também acredita que o projeto de lei não define as salvaguardas legais necessárias para garantir o direito à privacidade dos usuários que precisarão ter sua idade verificada pelas plataformas para comprovar que são maiores de idade. "O governo não deu ouvidos suficientes ao Senado e ao risco de inconstitucionalidade que temos apontado há meses. Agora, o risco é que o projeto seja esvaziado", comentou Catherine Morin-Desailly, relatora do projeto no Senado, ao POLITICO. Essa observação foi compartilhada pelo deputado socialista Arthur Delaporte, que iniciou um dos recursos ao Conselho Constitucional. O outro recurso veio do grupo La France Insoumise (LFI).

“Em nosso recurso, denunciamos uma medida desproporcional que não atingiu seu objetivo”, comentou à emissora X. “A obstinação presidencial tem sido uma péssima conselheira.” O presidente do grupo EPR, Gabriel Attal, declarou à emissora X que reconhecia a decisão do tribunal em relação ao projeto de lei apresentado por seu grupo: “Com Laure Miller e os deputados do Ensemble, continuamos nosso trabalho para alcançar nosso único objetivo: proteger nossas crianças e nossa juventude”, prometeu. “O Presidente da República instruiu o Primeiro-Ministro a trabalhar, o mais rápido possível, em um projeto juridicamente sólido que leve em consideração a decisão do Conselho Constitucional, bem como o quadro europeu”, afirmou o Palácio do Eliseu em um comunicado à imprensa divulgado logo em seguida.

E continuou: “O Presidente da República permanece totalmente comprometido em concluir esta reforma até a primavera de 2027.” Este artigo foi atualizado para incluir reações à decisão do Conselho Constitucional.

Fonte original: politico.eu
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