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Metapneumovírus e rinovírus avançam em várias regiões, aponta InfoGripe

O boletim InfoGripe da Fiocruz divulgado nesta quinta-feira (20) indica que as notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) seguem trajetória de redução no País, tanto na análise de longo prazo — referente às últimas seis semanas — quanto na de curto prazo, que considera os últimos três períodos. A atualização corresponde à Semana Epidemiológica (SE) 32, compreendida entre os dias 9 e 15 de agosto.

Quatro capitais registram crescimento de SRAG em meio à tendência de queda no país
 Quatro capitais registram crescimento de SRAG em meio à tendência de queda no país



De acordo com os técnicos, a maioria das unidades da Federação apresenta estabilidade ou queda dos registros na tendência de longo prazo. A ressalva fica por conta de Rondônia, Piauí, Bahia e Sergipe, onde há indício leve de elevação no número de ocorrências.

Apesar da redução geral, 11 estados seguem com incidência em patamar de alerta, risco ou alto risco nas duas semanas mais recentes: Acre, Amazonas, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Roraima e Sergipe. Em relação ao vírus sincicial respiratório (VSR), observa-se início ou manutenção da diminuição dos casos de forma nacional. Mesmo assim,-taxas seguem elevadas em Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Roraima, São Paulo, Santa Catarina, Sergipe e Rio Grande do Sul. Já os quadros graves provocados pelo influenza B continuam subindo no Rio Grande do Sul, embora o Espírito Santo e Minas Gerais mostrem sinais de desaceleração desse crescimento.

Nenhuma unidade da Federação apresenta patamar elevado de incidência semanal por Covid-19. Por outro lado, as internações por metapneumovírus aumentam em toda a Região Sul, além de São Paulo, Pernambuco, Amazonas e Sergipe. Também houve alta de rinovírus na Bahia, São Paulo e Espírito Santo, mas sem reflexo significativo nos acionamentos por SRAG na maior parte desses locais.

Quanto às capitais, quatro delas registram nível de atividade em alerta, risco ou alto risco, acompanhado de sinal de crescimento na tendência de longo prazo até a SE 32: Aracaju, Cuiabá, Salvador e Porto Alegre. Outras três capitaies — Belo Horizonte, Florianópolis e São Luís — mantêm incidência preocupante, porém sem indicação de aumento na curva de seis semanas.

No recorte laboratorial das quatro últimas semanas epidemiológicas, entre os exames positivos para SRAG, 44,6% apontaram VSR, 32,5% rinovírus, 9,7% influenza B, 5,1% influenza A e 1,8% Sars-CoV-2. Entre os óbitos verificados no mesmo período, a distribuição foi: 31,5% rinovírus, 26% VSR, 17,9% influenza A, 17,4% influenza B e 5,5% Covid-19.

Ao longo do ano epidemiológico de 2026, foram notificados 137.551 casos de SRAG. Desses, 74.214 (54%) obtiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório; 48.040 (34,9%) deram negativo; e pelo menos 7.328 (5,3%) aguardam laudo. Os dados de semanas mais recentes ainda podem sofrer relevantes alterações em função do fluxo de encerramento de notificações e da inclusão tardia de resultados laboratoriais. No acumulado do ano, entre os confirmados, 42,2% foram para VSR, 30,1% para rinovírus, 18,2% para influenza A, 5,4% para influenza B e 3,9% para Sars-CoV-2.

A análise por faixa etária mostra que a redução de internações entre crianças de até quatro anos é puxada principalmente pelo recuo do VSR. Na faixa dos 15 aos 49 anos, a queda se deve à diminuição das hospitalizações por influenza A e B. Entre os idosos, o influenza A exerce o principal papel nessa redução. Para os pequenos de cinco a 14 anos, a baixa de casos está ligada ao rinovírus.

A incidência mais intensa continua entre as crianças menores, sendo o VSR o principal vírus associado. A mortalidade, por sua vez, atinge de forma mais severa os idosos, com destaque para o influenza A. O rinovírus aparece como a segunda maior causa de óbitos tanto em crianças menores de dois anos quanto na população idosa.

O influenza A apresenta maior incidência em crianças menores de dois anos, enquanto a letalidade se concentra a partir dos 65 anos. O influenza B também registra índice mais alto de ocorrência na faixa de até dois anos, com mortalidade elevada nesse grupo e entre os idosos. A Covid-19 permanece com incidência baixa em todas as faixas etárias.

A Fiocruz reforça que a imunização segue como a principal ferramenta de prevenção contra formas graves e óbitos causados pelos principais vírus respiratórios. Para os moradores de estados com alta de SRAG, a instituição recomenda o uso de máscaras em unidades de saúde e em ambientes fechados e lotados, higiene frequente das mãos, isolamento em caso de sintomas gripais, e, quando o afastamento não for possível, o uso de proteção facial adequada ao sair de casa.

Nota: durante o período eleitoral, compreendido entre 4 de julho e 25 de outubro, os conteúdos digitais da Agência Fiocruz de Notícias obedecem às diretrizes da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), sendo permitida a veiculação de material meramente informativo ou de serviço ao cidadão.
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