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Mali afirma que 82 soldados capturados por grupos armados foram libertados

📅 14 de agosto de 2026⏱ 2 min de leitura🌐 Traduzido e adaptado
Mali afirma que 82 soldados capturados por grupos armados foram libertados
Mali afirma que 82 soldados capturados por grupos armados foram libertados

Libertação dos militares

O exército maliano comunicou, por meio de transmissão na televisão estatal, que 82 de seus soldados mantidos como reféns foram devolvidos às autoridades na quinta‑feira. Segundo o comunicado oficial, os militares estavam sob custódia de combatentes ligados à Al‑Qaeda e de um grupo separatista desde os ataques ocorridos em abril, quando o país sofreu uma série de explosões em diferentes regiões. A mensagem enfatizou que a libertação representa a conclusão de um processo iniciado imediatamente após a captura, ressaltando que os soldados encontram‑se seguros e sob os cuidados do governo. A divulgação foi acompanhada por declarações do Ministério das Relações Exteriores, que apontou a Argélia como mediadora das negociações que culminaram na entrega dos prisioneiros.

Cenário político e militar

O Jama’at Nusrat al‑Islam wal Muslimin (JNIM), organização afiliada à Al‑Qaeda, e a Frente de Libertação Azawad (FLA), liderada por tuaregues, reivindicaram a responsabilidade por ataques realizados em 25 de abril contra o aeroporto de Bamako e outros alvos estratégicos. Ambos os grupos também se fizeram autores dos bombardeios que atingiram posições do exército em 4 de julho, incluindo o atentado que matou o ministro da Defesa, Sadio Camara, em sua residência em Kati. Em comunicado divulgado na mesma quinta‑feira, a FLA afirmou ter libertado cerca de 80 soldados capturados entre 2023 e 2026, justificando a ação como “estritamente humanitária”.

O porta‑voz Mohamed Elmaouloud Ramadane acrescentou que alguns militares permaneciam presos desde 2023 e que ainda havia aproximadamente 118 prisioneiros sob custódia do grupo. O conflito no Mali se arrasta desde 2012, quando uma rebelião separatista tuaregue no norte deu origem a campanhas armadas de organizações ligadas à Al‑Qaeda e ao Estado Islâmico. O país vive sob governo militar desde o golpe de 2021, que prometeu restaurar a ordem e promover a unidade nacional. Após a expulsão das forças francesas e de cerca de 15 mil soldados da paz das Nações Unidas, o exército maliano passou a contar com apoio de paramilitares russos para reforçar a defesa.

Embora a FLA se apresente como movimento nacionalista secular que busca a independência da região de Azawad, e o JNIM mantenha laços estreitos com a Al‑Qaeda, os dois lados têm deixado de lado diferenças ideológicas para concentrar esforços contra o governo central, intensificando a instabilidade que afeta a população civil e a segurança regional.

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Nota do editor: O AR NEWS 24H publica conteúdos baseados em fontes externas. As informações e opiniões presentes no material original são de responsabilidade de seus respectivos autores. Este conteúdo foi traduzido e adaptado para o português do Brasil com o auxílio de ferramentas automatizadas.

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