Em suas respostas, Dror adotou postura de futurologista, defendendo a expulsão de palestinos em 1948, elogiando o plano de ataque ao Irã e o Acordo do Século proposto por Donald Trump, além de propor um governo mundial liderado por “reis‑filósofos”. Seu livro de 2020, “Steering Human Evolution”, sugeriu a criação de mil casais férteis em Marte para garantir a sobrevivência da espécie, revelando a tensão entre um universalismo racionalista e um compromisso tribalista com o povo judeu. A teoria de Dror sobre “Estados loucos” remonta à década de 1960, quando Thomas Schelling e Herman Kahn analisavam como a reputação de insanidade poderia reforçar a credibilidade de ameaças nucleares.
Dror ampliou o conceito, argumentando que potências detentoras de armas avançadas poderiam agir de forma contrária às normas internacionais, adotando estratégias de destruição preventiva contra adversários rotulados como “loucos”. O subtexto da proposta consiste em legitimar o uso de todos os meios – subversão, guerra preventiva e até aniquilação – contra esses inimigos. Ao aplicar os critérios descritos por Dror – busca agressiva de objetivos de longo prazo prejudiciais a outros, compromissos radicais para atingi‑los e postura moralmente superior que viola normas éticas e legais – surge a questão de que Israel próprio poderia ser classificado como “louco”.
Se essa hipótese se confirmar, a eficácia do lobby israelense dependeria de políticas dos Estados Unidos em relação a Israel e ao Oriente Médio que também fossem consideradas “loucas”, representando risco para os interesses americanos e para a estabilidade global.
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