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Maceió AL - -

SINDPREV-AL denuncia caos na saúde e falta de diálogo do governo Paulo Dantas

Servidores estaduais de Alagoas endurecem cobrança por reajuste digno e melhorias na Saúde

Em assembleia liderada pelo SINDPREV-AL e pelo Movimento Unificado, categoria denuncia falta de diálogo do Governo Paulo Dantas e precarização extrema nas unidades de saúde.

O clima de insatisfação entre os servidores públicos de Alagoas ganhou novos capítulos na última quarta-feira (15). Reunidos em Assembleia Geral no auditório do HDT, o SINDPREV-AL e o Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais (MUSP) decidiram manter a mobilização em torno de uma pauta urgente: o combate ao achatamento salarial e a exigência de um reajuste que reflita as perdas inflacionárias dos últimos anos.

Movimento Unificado Cobra Concurso Público e Fim da Precarização em Alagoas
Movimento Unificado cobra concurso público e fim da precarização em Alagoas



A luta pelo reajuste: 10% é a meta

A categoria reafirmou o pleito de 10% de reajuste salarial para este ano. A decisão ignora o movimento unilateral do governo de Paulo Dantas, que já encaminhou e aprovou na Assembleia Legislativa um índice de 6%.

Para o sindicato, representado no encontro pelas diretoras Leopoldina Graça e Olga Chagas, o valor imposto pelo governo não é suficiente para recompor o poder de compra perdido.

"O governo não abre negociação prévia. Quando chama o Movimento Unificado, é apenas para fins políticos. O percentual é lançado nas redes sociais sem qualquer diálogo real com os trabalhadores", pontuaram oradores durante a assembleia.

Assembleia no HDT: Servidores estaduais intensificam mobilização por salário digno


Assembleia no HDT: Servidores Estaduais Intensificam Mobilização por Salário Digno
Diretora Olga Chagas


Caos na saúde: Entre o desperdício e a escassez

A denúncia mais grave apresentada pelo movimento diz respeito às condições de trabalho. Segundo o SINDPREV-AL, a situação na Saúde do Estado atingiu um nível degradante, com a falta de itens básicos de higiene, como papel higiênico e papel toalha.

O contraste é ainda mais revoltante diante das investigações da Polícia Federal, que apontam um rombo de mais de R$ 120 milhões em recursos destinados à Saúde.

  • Exigência: O sindicato exige publicamente a devolução desses recursos aos cofres públicos.
  • Punição: Pedem que os responsáveis pelo desvio sejam punidos com o rigor da lei.

O fantasma da precarização

Outro ponto crítico levantado é a dependência excessiva de contratos precários. Estima-se que mais de 90% dos servidores que atuam na Saúde estadual não sejam concursados.

Esta estrutura gera uma insegurança jurídica e social profunda:


  • Ausência de Direitos: Trabalhadores sem acesso a benefícios trabalhistas básicos.
  • Instabilidade: Profissionais que podem ser demitidos conforme a conveniência política do momento.

Solução: O MUSP exige a realização urgente de novos concursos públicos para garantir a continuidade e a qualidade do serviço público.

Próximos passos

O Movimento Unificado segue em estado de alerta. A categoria promete intensificar as mobilizações para forçar o governo a sair das redes sociais e sentar à mesa de negociações de forma transparente e respeitosa.

Fonte: SINDPREV ALAGOAS

🔑PALAVRAS-CHAVE:
Reajuste Salarial — Paulo Dantas — Movimento Unificado — Servidores Alagoas — Saúde Pública — Concurso Alagoas — Achatamento Salarial — MUSP — Direitos Trabalhistas
📙 GLOSSÁRIO:
SINDPREV-AL: Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social e Trabalho no Estado de Alagoas.

MUSP (Movimento Unificado): Coalizão de diversos sindicatos e associações que representam diferentes categorias do funcionalismo público estadual.

Achatamento Salarial: Fenômeno econômico onde o salário perde o poder de compra devido à inflação sem que haja a devida correção ou reposição anual.

HDT: Hospital de Doenças Tropicais, local onde foi realizada a assembleia mencionada.

Precarização: Refere-se à contratação de mão de obra sem as garantias de um cargo efetivo (concurso), resultando em vínculos frágeis e falta de direitos.

Reajuste de 6%: Índice aprovado pelo governo na Assembleia Legislativa, considerado insuficiente pela categoria que pleiteia 10%.
🖥️ FONTES :
 SINDPREV ALAGOAS
NOTA:
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