À vista e sem financiamento: casal Moraes investe R$ 23,4 milhões em imóveis em Brasília e SP nos últimos 5 anos
Levantamento com base em cartórios e declarações públicas mostra que casal possui 17 imóveis avaliados em R$ 31,5 milhões, com aquisições à vista concentradas em Brasília e São Paulo.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, acumulam hoje um patrimônio imobiliário de 17 propriedades, avaliadas em R$ 31,5 milhões. Um levantamento com base em registros cartoriais e declarações públicas de bens indica que a carteira de imóveis do casal cresceu 266% desde a posse de Moraes na Corte, em março de 2017. Nos últimos cinco anos, foram registrados desembolsos de R$ 23,4 milhões para a aquisição de imóveis nas cidades de Brasília e São Paulo, todas as transações realizadas à vista..
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| Alexandre de Moraes |
Segundo os dados apurados, o salto patrimonial ocorreu de forma contínua ao longo dos últimos anos, com compras concentradas em regiões de alto padrão na capital federal e na capital paulista. A opção por pagamentos à vista, embora perfeitamente legal, demanda comprovação rigorosa da origem dos recursos junto a cartórios e instituições financeiras, em conformidade com a legislação brasileira de prevenção à lavagem de dinheiro e de transparência financeira.
Como agente público de alto escalão, Alexandre de Moraes está submetido às normas de prestação de contas aplicáveis aos ministros do STF. Anualmente, todos os integrantes da Corte devem apresentar declaração de bens ao tribunal, documento que integra o acervo público da instituição e fica disponível para consulta por órgãos de controle e pela sociedade. As informações divulgadas foram cruzadas com registros imobiliários oficiais e com as declarações arquivadas pelo próprio STF.
Especialistas em direito administrativo e compliance lembram que a aquisição de imóveis por magistrados é um direito patrimonial garantido, desde que devidamente compatível com a renda declarada e com as exigências legais. Eventuais questionamentos sobre a origem dos valores ou sobre a regularidade das operações cabem, em tese, aos órgãos de controle interno e externo, como a Corregedoria do STF e o Tribunal de Contas da União, que possuem atribuição constitucional para analisar inconsistências patrimoniais quando formalmente sinalizadas.
Até o fechamento desta reportagem, não houve manifestação oficial do gabinete do ministro ou de sua assessoria sobre os dados apresentados. O caso reforça o debate em torno da transparência patrimonial de autoridades públicas no Brasil. Com a digitalização dos registros cartoriais e a maior acessibilidade às declarações de bens, o acompanhamento da evolução patrimonial de gestores e magistrados tem se tornado uma ferramenta cada vez mais utilizada pelo jornalismo e por entidades de controle social. Independentemente de leituras políticas, os dados permanecem sujeitos à verificação formal pelos mecanismos institucionais competentes, que garantem o equilíbrio entre o direito à privacidade e o interesse público na prestação de contas.
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O ministro Alexandre de Moraes em sessão
Foto: Wilton Junior / Estadão / Estadão
NOTA:
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