InfoGripe: Maior parte do país tem incidência de SRAG em nível de alerta ou risco
Boletim da Fiocruz aponta circulação sazonal de VSR e influenza A; vacinação é principal estratégia de proteção
Por Redação | Publicado em 30/04/2026
A maioria das unidades federativas do Brasil apresenta incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) classificada em nível de alerta, risco ou alto risco, segundo a nova edição do Boletim InfoGripe, divulgada nesta quarta-feira (29) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Apenas Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul não integram esse grupo de atenção elevada.
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| INFLUENZA |
Os dados referem-se à Semana Epidemiológica 16, compreendida entre 19 e 25 de abril, e refletem o período de sazonalidade do vírus sincicial respiratório (VSR) e da influenza A no território nacional.
Cenário nacional: aumento de casos em múltiplas regiões
O boletim destaca um quadro preocupante: os casos de SRAG associados ao VSR — que afetam principalmente crianças de até 2 anos — continuam em ascensão em estados de todas as regiões do país. Estão nessa situação:
Norte: Acre, Amapá, ParáNordeste: Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, SergipeCentro-Oeste: Distrito Federal, Mato Grosso do SulSudeste: Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São PauloSul: Paraná, Rio Grande do Sul, Santa CatarinaEm contrapartida, Amazonas, Mato Grosso, Rondônia e Roraima apresentam sinais de queda nos casos. Goiás, Maranhão e Tocantins mostram indícios de estabilidade ou estabilização da transmissão.
"A principal forma de proteção contra os casos graves de VSR e influenza é a vacinação. Por isso, é essencial que a população que faz parte dos grupos prioritários, como crianças, idosos e pessoas com comorbidade, tomem a dose atualizada da vacina durante o período da campanha", alerta a pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe e do Programa de Computação Científica da Fiocruz.
A especialista reforça que a vacina contra o VSR pode ser administrada em qualquer época do ano e é indicada para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, garantindo proteção aos bebês nos primeiros meses de vida.
Estados e capitais sob observação
Na análise de tendência de longo prazo (últimas seis semanas), 16 estados apresentam sinal de aumento de casos de SRAG até a semana 16: Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Paraíba, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e Tocantins.
Quanto à influenza A, o crescimento de ocorrências é observado em estados do Centro-Sul (DF, ES, MG, MS, PR, SC, RS e SP), além de alguns do Norte (AC, RO, RR) e Nordeste (AL, PB). Já a tendência de queda aparece em boa parte das regiões Norte (AM, AP, PA, TO) e Nordeste (BA, CE, MA, PI, RN), além do Mato Grosso.
Nas capitais, 13 das 27 cidades analisadas apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo:
Belém (PA)
Brasília (DF)
Campo Grande (MS)
Cuiabá (MT)
João Pessoa (PB)
Maceió (AL)
Manaus (AM)
Natal (RN)
Palmas (TO)
Recife (PE)
Rio Branco (AC)
Teresina (PI)
Vitória (ES)
Perfil epidemiológico: quais vírus estão circulando?
Entre os casos positivos de SRAG registrados em 2026, a distribuição por agente etiológico é a seguinte:
Vírus
Participação nos casos positivos
Rinovírus
38,3%
Influenza A
26,4%
VSR
21,5%
Sars-CoV-2
8,5%
Influenza B
1,9%
Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, houve alteração no perfil: o VSR subiu para 36,2% e a influenza A para 31,6%, enquanto o rinovírus recuou para 26%.
Mortalidade: influenza A e Covid-19 lideram entre idosos
Em 2026, foram notificados 46.344 casos de SRAG no país. Desses, 20.523 (44,3%) tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 17.702 (38,2%) foram negativos e ao menos 4.816 (10,4%) aguardam resultado.
Foram registrados 1.960 óbitos por SRAG no ano. Entre os casos positivos, a distribuição dos vírus associados às mortes é:
Influenza A: 39,1%
Sars-CoV-2: 27,9%
Rinovírus: 22,2%
VSR: 5,8%
Influenza B: 3,2%
Nas quatro últimas semanas, a influenza A representou 46,9% dos óbitos positivos, seguida pela Covid-19 (16,9%).
Impacto por faixa etária
A análise de incidência e mortalidade nas últimas oito semanas mantém o padrão histórico: crianças pequenas são as mais afetadas pela ocorrência de SRAG, principalmente associada ao VSR e ao rinovírus. Já a mortalidade concentra-se entre idosos, com influenza A e Covid-19 como principais agentes.
Embora a incidência de SRAG por Covid-19 seja baixa em todas as faixas etárias, o coronavírus segue como segunda causa de mortalidade entre idosos, reforçando a importância da vacinação atualizada para esse grupo.
InfoGripe e o SUS
O Boletim InfoGripe é uma estratégia do Sistema Único de Saúde (SUS) voltada ao monitoramento em tempo real de casos de SRAG no Brasil. A iniciativa oferece suporte técnico às vigilâncias em saúde para identificação de áreas prioritárias, planejamento de ações e resposta rápida a eventos de saúde pública.
A população é orientada a procurar unidades de saúde ao apresentar sintomas respiratórios graves, como falta de ar, febre persistente e saturação baixa de oxigênio, especialmente nos grupos de maior vulnerabilidade.
🔑PALAVRAS-CHAVE:
📙 GLOSSÁRIO:
🖥️ FONTES :
Boletim InfoGripe/Fiocruz, Semana Epidemiológica 16/2026
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