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Arqueólogos vasculham o gelo derretido em busca de artefatos antigos

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Os restos congelados de Otzi, o homem do gelo, ainda ajudam os arqueólogos a aprender sobre a evolução humana. Gianni Giansanti/Gamma-Rapho


O derretimento acelerado dos glaciares devido às mudanças climáticas está abrindo um novo campo de pesquisa chamado "arqueologia glacial". À medida que os glaciares derretem, artefatos, corpos e até vírus congelados por milhões de anos estão emergindo à superfície. Esse fenômeno permite que os arqueólogos acessem áreas anteriormente inacessíveis devido ao gelo e também preservem objetos e materiais orgânicos que, de outra forma, se decompõem ao longo do tempo.

Alguns exemplos notáveis de descobertas arqueológicas no gelo incluem:

Ötzi: Em 1991, o corpo de Ötzi, um ser humano pré-histórico estimado em cerca de 4.000 anos de idade, foi encontrado em um glaciar derretido nos Alpes italianos. Esta descoberta é uma das mais famosas da arqueologia glacial.

Flechas da Idade do Bronze: Recentemente, arqueólogos encontraram flechas extremamente bem preservadas na Noruega, que datam de cerca de 3.000 anos atrás. Essas flechas, usadas por caçadores de renas da Idade do Bronze, estão tão bem preservadas que até mesmo as penas usadas para estabilizar a flecha permaneceram intactas.

Esquis da Idade do Ferro: Esquis pré-históricos foram descobertos em manchas de gelo na Noruega, alguns dos quais têm mais de 1.000 anos. Eles estavam tão bem preservados que os arqueólogos conseguiram fazer réplicas e esquiar com eles.

Animais Pré-Históricos: O derretimento do permafrost na Sibéria revelou uma carcaça parcialmente preservada de um bebê mamute lanoso com cerca de 30.000 anos de idade. Isso proporcionou uma oportunidade única para estudar uma espécie extinta e até mesmo extrair seu sangue congelado.

Artefatos Orgânicos: Manchas de gelo, que são menores e mais lentas em movimento do que glaciares, têm sido ricas em materiais orgânicos bem preservados, como madeira, têxteis e ferramentas de pedra lascada. Esses materiais são frequentemente raros em sítios arqueológicos devido à sua decomposição ao longo do tempo.

Embora essas descobertas sejam empolgantes e forneçam uma janela fascinante para o passado, há preocupações sobre a perda potencial de artefatos e materiais devido ao derretimento acelerado do gelo. À medida que o clima continua a esquentar, muitas áreas cobertas por gelo correm o risco de desaparecer, o que torna essa pesquisa uma corrida contra o tempo. No entanto, os arqueólogos estão aproveitando a oportunidade para escavar esses sítios enquanto podem, na esperança de fazer mais descobertas significativas antes que seja tarde demais.
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