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Mudanças no Vulcão Bulusan levam autoridades filipinas a alerta de possível erupção

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Alerta aumentado para vulcão nas Filipinas após detecção de agitação sísmica

Manilha, capital das Filipinas - O Instituto Filipino de Vulcanologia e Sismologia (Phivolcs) emitiu um alerta na última terça-feira, 1o de agosto, sobre mudanças na condição do vulcão Bulusan, localizado na província de Sorsogon. Essas alterações podem levar a uma maior agitação e potencialmente desencadear erupções de vapor a partir de suas aberturas ativas, de acordo com o instituto.

O Phivolcs detectou 8 terremotos vulcano-tectônicos entre as 9h08 e as 10h46 da manhã de terça-feira. O mais forte deles variou entre 0,7 e 2,0 na escala de magnitude e ocorreu entre 4 e 7 quilômetros abaixo do setor sul do Vulcão Bulusan. Além disso, a liberação de gases na cratera do cume e nas aberturas ativas no lado noroeste tem sido fraca nos últimos dias, acrescentou o instituto. O edifício vulcânico de Bulusan também inchou ou se expandiu desde dezembro de 2022.

Em suma, todas essas mudanças na condição do vulcão podem evoluir para uma maior agitação e potencialmente desencadear erupções de vapor a partir de qualquer uma de suas aberturas ativas, alertou o Phivolcs. Atualmente, o Bulusan permanece no nível de alerta 0, o mais baixo da escala. Ele havia sido rebaixado para esse nível no dia 18 de janeiro depois de um período de maior atividade.

Contudo, o instituto disse na terça-feira que poderá elevar o alerta para o nível 1, um pouco mais alto, se os parâmetros de monitoramento atuais persistirem. O Phivolcs também lembrou aos governos locais e ao público em geral que devem evitar entrar na zona de perigo permanente de 4 quilômetros de raio em torno do vulcão, particularmente próximo às aberturas no lado sul-sudeste. Além de erupções de vapor, quedas de rochas e deslizamentos de terra também são possíveis na região.

Monitoramento intensificado do Vulcão Bulusan pelas autoridades filipinas devido a sinais de atividade

O Vulcão Bulusan fica no sul da grande ilha de Luzon, a principal ilha do arquipélago filipino. Com 1565 metros de altitude, ele é considerado um vulcão ativo e é monitorado de perto pelo Phivolcs devido ao seu histórico de erupções e atividade sísmica. Sua última erupção significativa ocorreu entre novembro de 2010 e março de 2011.

Antes disso, uma série de erupções aconteceram em 2006 e 2007, que levaram à evacuação de milhares de residentes nas áreas próximas. As erupções do Bulusan geralmente envolvem explosões de vapor, cinza e alguma quantidade de lava. Os principais riscos são fluxos de lama, lahars, queda de cinzas e gases vulcânicos.

As mudanças detectadas pelo Phivolcs na terça-feira incluíram atividade sísmica no vulcão, inchaço de seu edifício e diminuição na liberação de gases, sinais que podem indicar o aumento da pressão do magma abaixo da superfície. Embora o alerta ainda esteja no nível mais baixo, as autoridades estão monitorando de perto e prontas para aumentar o nível de alerta caso a agitação continue.

A província de Sorsogon, onde o Bulusan está localizado, tem uma população de cerca de 800 mil habitantes. A região abriga diversas cidades e vilarejos, fazendas e áreas florestais. Uma erupção vulnerável afetaria seriamente a população local, além de atividades econômicas como agricultura, pesca e turismo.

As autoridades filipinas têm planos de contingência para responder a uma erupção do Bulusan. Isso inclui rotas de evacuação identificadas previamente, abrigos preparados para receber deslocados e sistemas de alerta para informar a população. Exercícios são realizados regularmente para garantir que todos saibam o que fazer no caso de uma erupção iminente.

Além dos impactos locais, uma grande erupção do Bulusan também poderia afetar áreas mais distantes devido à direção dos ventos dominantes. A cinza vulcânica pode se espalhar por grandes áreas, afetando cidades como Manilha a centenas de quilômetros de distância. Isso representaria riscos para aviação, agricultura e saúde pública.

Sendo um país situado no Anel de Fogo do Pacífico e acostumado com vulcões ativos, as Filipinas contam com instituições sólidas de monitoramento e gestão de desastres vulcânicos. O Phivolcs mantém equipe dedicada ao Bulusan e está atento a qualquer mudança em seu comportamento, com planos de notificação prévia para permitir a proteção da vida humana em caso de crise.

Embora o alerta ainda esteja baixo, o comunicado do instituto na terça-feira serve como um lembrete de que vulcões ativos como o Bulusan requerem vigilância. Pequenas mudanças detectadas pelos sensores sísmicos e equipamentos especializados podem indicar riscos aumentados antes que uma erupção se torne iminente.

Manter a população informada e preparada evenualmente evacuar áreas de risco é fundamental para mitigar o impacto de eventos naturais como erupções vulcânicas. O monitoramento agora intensificado do Bulusan tem como objetivo permitir uma resposta rápida e coordenada caso sua atividade aumente nas próximas semanas e meses.

Toda a comunidade científica das Filipinas e agências governamentais relevantes estão atentas ao vulcão. Mesmo que o pior cenário de uma erupção perigosa não se concretize, o episódio serve como treinamento e preparação para o próximo evento, que certamente ocorrerá em algum momento dado que o Bulusan é um vulcão muito ativo.

A ilha de Luzon abriga outros vulcões importantes como o Mayon, Taal e Pinatubo, que tiveram erupções históricas. O país como um todo situa-se na região de interação das placas tectônicas do Pacífico e Filipina, tornando atividade vulcânica e sísmica comuns. Isso resulta em riscos frequentes de erupção e terremotos, exigindo sistemas sólidos de gestão de desastres.

As autoridades enfrentam o desafio de equilibrar a segurança da população com o impacto socioeconômico de evacuações prolongadas quando os vulcões entram em nível mais elevado de alerta. Por isso, o monitoramento preciso é crucial para diferenciar entre agitação normal e perigo iminente. O uso de tecnologias como sensoriamento remoto por satélite e modelagem computacional aprimorou bastante essa capacidade nas últimas décadas.

Entretanto, predizer o comportamento de sistemas geológicos complexos sempre envolverá incertezas e imperfeições. Isso torna o gerenciamento de riscos de desastres naturais uma tarefa multifacetada, demandando expertise de diversas áreas da ciência, coordenação entre agências, colaboração internacional e, acima de tudo, o engajamento da comunidade que pode ser afetada.

Eventos como a agitação do Vulcão Bulusan servem de oportunidade para reavaliar e fortalecer os protocolos e capacidades already em vigor. Apesar dos desafios significativos, as Filipinas têm um histórico relativamente positivo na mitigação de impactos de desastres naturais devido à longa experiência lidando com essas ameaças.

Mesmo que uma erupção ocorra, sua severidade pode ser muito reduzida por meio de monitoramento, alerta antecipado, treinamento comunitário e evacuação estratégica de áreas de alto risco. O governo e a sociedade devem permanecer vigilantes e preparados para lidar com a inevitável atividade de vulcões ativos como o Bulusan, parte do contexto geológico das Filipinas.

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