
Eleitores dos Estados Unidos votam nesta terça-feira (3) nas eleições de meio de mandato, que definirão o controle do Congresso durante a segunda metade do governo Donald Trump. Estão em disputa as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes, 35 das 100 vagas do Senado e governos de 36 estados. Mais de 57 milhões de pessoas já haviam votado antecipadamente.
Na véspera da votação, Trump externou confiança no desempenho republicano e afirmou que o partido poderia vencer "por uma margem enorme" caso seus eleitores fossem às urnas. O presidente também pediu mobilização da base e tem participado de comícios para apoiar candidatos republicanos.
As projeções divulgadas por institutos e modelos eleitorais apontam vantagem democrata na disputa pela Câmara e uma disputa mais incerta pelo Senado. Analistas veem a eleição como um teste à aprovação de Trump, com preocupação dos eleitores com o custo de vida e a atuação do governo.
Republicanos argumentam que as pesquisas podem subestimar seus eleitores e apostam na mobilização de apoiadores que costumam votar no próprio dia da eleição. A campanha também conta com vantagem de arrecadação e grandes investimentos em publicidade em disputas competitivas, fatores que podem influenciar corridas apertadas.
Caso os democratas conquistem a maioria em uma ou nas duas Casas, poderão dificultar a aprovação de projetos de Trump e ampliar a fiscalização do governo por meio de comissões do Congresso. Os resultados também servirão como termômetro para a força eleitoral do presidente e para a disputa política que antecederá a eleição presidencial de 2028.
