A ciência por trás da Operação Fortress

✍️ Opinião — conteúdo de fonte externa Autoria informada pela fonte: Eduardo Baldaci ⏱️ 3 min de leitura
A ciência por trás da Operação Fortress

Pentágono, nos EUA Foto: Pixabay Talvez você nunca tenha ouvido falar ou, quem sabe, pense se tratar de mais uma teoria da conspiração. Embora meu foco não seja o jornalismo bélico, quando a informação chega, temos o dever de noticiar.

Vivendo na Costa Espacial da Flórida, na vizinhança da NASA e da Base da US Space Force, tenho dois sentimentos: estou próximo de um alvo de interesse, mas também me sinto seguro.

Imagem ilustrativa — AR NEWS 24H

Nunca, na história da humanidade, vivemos uma fase da civilização tão dependente de tecnologia. E o tema sempre me fascinou.

Certa vez, produzi um documentário abordando a possibilidade de uma tempestade solar perfeita causar um apagão tecnológico sem precedentes. Imagine a civilização atual sem internet, energia elétrica e comunicações por dias. Seria um caos, com danos incalculáveis.

O problema é que o Departamento de Defesa dos Estados Unidos acredita que tal perigo talvez não venha de um fenômeno astronômico, mas de um ataque coordenado por nações inimigas.

Por causa disso, no dia 30 de setembro de 2026, um memorando foi assinado para alinhar um planejamento de defesa plurianual voltado a garantir que as instalações militares dos EUA continuem operando mesmo sob colapso de redes civis, interrupções em cadeias globais de suprimentos ou ataques eletromagnéticos e orbitais.

O objetivo é que as instalações militares sejam capazes de manter prontidão operacional contínua por até 90 dias.

Nossa tecnologia atual depende de chips de computadores vulneráveis ao espectro eletromagnético. A internet também é alvo de ciberataques, a exemplo do ocorrido na última semana, provocado pelos norte-coreanos.

Dois eventos recentes também chamaram a atenção: o satélite Kosmos 2612 reduziu de forma abrupta sua distância em relação a outro satélite, de codinome Iceye-X36, o que foi considerado inédito.

Um X-37 B em exposição no KSC-NASA Foto: Eduardo Baldaci. O outro evento foi a constatação de que a China possui uma espaçonave espiã chamada Shenlong, muito similar ao X-37B dos EUA.

Nave espiã chinesa Foto: Departamento de Defesa dos EUA Aliado a isso, todo o quadro geopolítico mundial fez com que diversos países alertassem suas populações para que estocassem água e alimentos não perecíveis. E definitivamente não se trata de uma teoria conspiratória.

Infelizmente, nossa cultura brasileira é muito reativa. Falo com propriedade, pois aqui nos EUA realizo um trabalho voluntário de alerta sobre eventos climáticos extremos. O nosso povo nunca acredita que algo vá acontecer.

Preferem remediar a se preparar

Por aqui, ainda não tivemos uma declaração governamental orientando a população a estocar suprimentos. Mesmo assim, decidi ir ao mercado e me preparar, tal como faço quando um furacão ameaça se deslocar em minha direção.

O fato é que estamos vivendo em um mundo bélico, e me parece que a guerra agora será cada vez mais digital, cibernética e espacial.

Diretrizes da Operação Fortress
Diretrizes da Operação Fortress

A Operação Fortress (Fortaleza, em português) está em andamento, quer você queira ou não. E como é difícil separar fato de ficção, fui ao mercado. Pelo menos não vai faltar papel higiênico desta vez.

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