“Parecia cena de filme de terror”: sogra relata drama do genro baleado e internação no HGE
“Terror. Aquele lugar é você participar de uma cena de filme de terror na pele.”
É com essa frase que Anna Carla resume o período em que acompanhou o genro, Gabriel Williamy Oliveira da Silva, de 20 anos, internado no Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió.
Segundo o relato da sogra, Gabriel foi baleado nas costas dentro de casa, no bairro Gruta de Lourdes, em junho. O jovem foi socorrido ainda consciente e encaminhado ao HGE após o atentado.
A versão da família sobre a internação
De acordo com Anna Carla, a família foi informada, em um primeiro momento, de que o projétil havia sido retirado, que nenhum órgão vital teria sido atingido e que Gabriel aguardava alta.
No dia seguinte, porém, ela afirma que o jovem passou por uma cirurgia de emergência e foi levado em estado grave para a UTI. Após deixar a sedação, ainda conforme o relato da sogra, o jovem estava tetraplégico.
VÍDEO:
Jovem baleado em Maceió: da promessa de alta à UTI e à tetraplegia, segundo a família
Falta de assistência nas madrugadas
Anna Carla também denuncia episódios de ausência de assistência durante as madrugadas na unidade. Ela conta que, em determinado momento, o genro parou de respirar enquanto ela procurava por profissionais que o atendessem.
“Eu ficava chamando, chamando e não tinha ninguém. Ele parou de respirar. Eu falei: ‘Meu Deus, eu vi meu genro ir embora aqui’.”
A sogra acrescenta que o jovem precisava de aspiração e acompanhamento constante e diz ter presenciado situações parecidas com outros pacientes ao longo da internação.
“A administração é péssima. A falta de vontade de trabalhar das pessoas é inacreditável”, declarou.
O que se sabe até agora
O relato de Anna Carla traz duas frentes distintas: de um lado, a evolução clínica do genro — do socorro consciente à cirurgia de emergência, passagem pela UTI e quadro de tetraplegia; de outro, a rotina de assistência na unidade, marcada, segundo ela, por falhas nas madrugadas.
A reportagem é baseada no depoimento da familiar. O HGE ainda não havia se pronunciado sobre este caso específico no material reunido.
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